O candidato do Avante à Presidência, Augusto Cury, criticou o cancelamento do debate da TV Globo, classificando a decisão como atentado à democracia e insegurança jurídica, além de apontar protagonismo desproporcional do STF. Ele chamou Lula e Flávio Bolsonaro de covardes por terem desistido de comparecer e confirmou que sua candidatura segue de pé, rejeitando qualquer renúncia. Por fim, Cury pediu que o eleitorado rejeite o voto útil contra a polarização política no país.
Candidato do Avante à Presidência da República, o médico Augusto Cury afirmou que as decisões que embasaram o cancelamento do debate presidencial pela TV Globo causam insegurança jurídica e representam um atentado à democracia.
Segundo Cury, o Supremo Tribunal Federal (STF) ganhou um protagonismo "completamente desproporcional" no Brasil. O presidenciável também declarou que o cancelamento do debate, último antes do primeiro turno das eleições, foi uma "frustração tremenda".
Cury disse ainda que o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) se acovardaram ao faltar ao programa. Lula informou na quarta-feira que não participaria. Já Flávio cancelou a participação três horas antes do início do debate, marcado para 21h30.
"Lula e Flávio Bolsonaro, vocês se acovardaram. Vocês amam muito mais o cargo do que a sociedade brasileira", declarou.
Questionado se poderia renunciar à candidatura, Cury negou: "Claro que minha candidatura está de pé". Ele também fez um apelo ao eleitorado contra o voto útil na reta final da campanha.
"Não creiam nessa ditadura do voto útil porque querem calar a sua voz. O dia 4 de outubro é o seu momento solene, para você se rebelar contra essa ditadura que se estabeleceu de duas famílias querendo sequestrar o Brasil."