Em debate do Estadão/Faap, os principais candidatos ao Senado por São Paulo se comprometeram a cumprir os oito anos de mandato até 2034, afastando a prática comum de abandonar a vaga para assumir ministérios ou outros cargos. Guilherme Derrite, André do Prado e Ricardo Salles, do campo da direita, prometeram dedicação integral às reformas e ao Estado. Pela esquerda, Marina Silva afirmou já ter concluído seu ciclo ministerial, e Simone Tebet lembrou seu histórico de recusar trocas políticas.
SÃO PAULO - Os principais candidatos ao Senado por São Paulo, que participaram nesta quarta-feira, 23 de debate organizado pelo Estadão e a Fundação Armando Álvares Penteado (Faap), disseram que, se eleitos, pretendem permanecer no cargo pelos oito anos de mandato. Eles conversaram com a imprensa instantes antes de entrarem para o estúdio.
Recorrentemente, senadores eleitos acabam deixando o cargo por conta de costuras políticas posteriores à eleição, ou mesmo para ocupar cargos em ministérios no governo federal eleito.
Alinhado ao atual governador, Tarcísio de Freitas (Republicanos), Guilherme Derrite (PP) disse que pretende cumprir os oito anos para servir de base a um futuro governo do presidente Flávio Bolsonaro (PL), "apoiando as reformas que precisamos fazer", disse. Outro candidato da chapa de Tarcísio, André do Prado (PL), foi na mesma linha disse que "atendeu ao chamado" de disputar a eleição e que, se eleito, permanecerá no cargo até 2034.
Ainda no campo da direita, o candidato Ricardo Salles (Novo) pontuou que é um "paulista orgulhoso" e que será uma honra permanecer no cargo pelos oito anos.
Entre as candidatas apoiadas pelo PT, Marina Silva (Rede) disse que já terminou sua missão como ministra do Meio Ambiente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e que, se eleita, permanecerá no cargo até o fim. "Estou pronta para ser senadora e apoiar o Estado em um novo ciclo de prosperidade", declarou.
Já Simone Tebet (PSB) destacou que, quando foi senadora pelo Mato Grosso do Sul, chegou a receber convites para disputar outros cargos, mas recusou, posição que pretende repetir se for eleita agora por São Paulo.