Caiado promete taxa de juros a 7% e inflação no patamar de 3,5% a 4%

24 set 2026 - 12h55
Resumo
O presidenciável Ronaldo Caiado prometeu reduzir a taxa de juros para 7% e manter a inflação entre 3,5% e 4% caso seja eleito. Para atingir a meta, apesar da autonomia do Banco Central, ele propõe medidas de corte de gastos públicos, incluindo enxugamento da estrutura estatal, redução de repasses a Poderes, reavaliação de incentivos fiscais e combate a supersalários. Caiado também planeja usar inteligência artificial para auditar e barrar fraudes na concessão de benefícios sociais.

O candidato do PSD à Presidência da República, Ronaldo Caiado, disse que a taxa de juros vai ser reduzida a 7% se ele for eleito, porque haverá cortes "na carne" nos gastos públicos. As declarações ocorreram em entrevista à Rádio Acústima FM, na manhã desta quinta-feira, 24.

A taxa de juros não é definida pelo governo federal, e sim pelo Banco Central, que é autônomo. Ao dizer que o índice ficará menor em seu governo, sendo que hoje está em 13,75%, Caiado rejeitou a ideia de que se trata de um "passe de mágica".

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"A sociedade precisa entender que, chegando ao governo, rapidamente nós vamos baixar essa taxa de juros aí para 7%, a inflação vai ficar nesse patamar de 3,5%, 4. E aí a pessoa vai poder voltar a trabalhar", declarou. "Ah, mas Caiado, é um passe de mágica? Não é um passe de mágica. É porque eu vou cortar na carne", continuou.

"Vou cortar na estrutura de governo, vou cortar no repasse aos Poderes constituídos e também aos órgãos independentes, vou fazer uma reavaliação dos incentivos fiscais no Brasil, que são concessões dadas com dinheiro de quem paga imposto no Brasil."

O candidato também disse que vai revisar fraudes em benefícios sociais e identificar os altos salários no serviço público.

"Vou fazer uma revisão por inteligência artificial nas pessoas que são beneficiárias, para saber quem tem muito e não merece e estão recebendo e drenando dinheiro do governo, ao invés de estarem trabalhando. Vou fazer um levantamento para demonstrar os altos salários que as pessoas estão recebendo sem poderem estar recebendo tudo aquilo."

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