Pesquisa Atlas/Bloomberg revela que 55,1% dos brasileiros avaliam que as investigações da Polícia Federal sobre suposto lobby de Fábio Luís Lula da Silva afetam diretamente o governo Lula. Para 52,6%, Lulinha cometeu irregularidades em contratos públicos, enquanto 43,4% afirmam que o caso prejudica muito a imagem da gestão federal. Quanto à reeleição de Lula, 34,8% projetam um forte impacto negativo na campanha, ao passo que 36% dos eleitores acreditam que o escândalo não afetará a disputa.
BRASÍLIA - Levantamento do instituto Atlas/Bloomberg divulgado nesta segunda-feira, 31, mostra que 55,1% dos brasileiros acham que as investigações envolvendo o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o "Lulinha", afetam diretamente o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Outros 37,9% dizem acreditar que é um problema exclusivo do filho do presidente. Outros 7,1% não souberam responder. Filho do presidente Lula, Lulinha é investigado pela Polícia Federal em três inquéritos que giram em torno de suposto tráfico de influência em contratos no governo.
Os que acreditam que Lulinha ajudou empresários a conseguir contratos com o governo por meio de lobby somam 52,6%. Outros 26,3% acham que Lulinha não cometeu essas irregularidades. Outros 21,1% não souberam responder.
Para 43,4% dos eleitores, as investigações pioram muito a imagem do governo Lula. Para outros 37,4%, o Planalto não é afetado. Outros 17,3% acham que pioram pouco e, para 1,9%, melhoram.
Os que acreditam que o escândalo pode piorar muito a candidatura de Lula à reeleição são 34,8%, enquanto 36% avaliam que a campanha do petista não será afetada. Outros 24,6% avaliam que será um pouco afetada. Outros 4,6% não souberam responder.
Os que disseram ter "acompanhado de perto" o caso Lulinha somam 67,2% dos eleitores. Outros 29,5% disseram que conhecem o tema, mas com "poucos detalhes". Apenas 3,4% dizem que não tiveram contato.
A Atlas/Bloomberg ouviu 5.014 eleitores brasileiros entre 25 e 30 de agosto de 2026. A margem de erro é de 1 ponto porcentual para mais ou para menos, e o índice de confiabilidade é de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07972/2026.