PM é condenado por furtar arma de quartel usada para matar ex-namorada e filhos dela em SP

Sentença estabeleceu pena de sete anos e seis meses de prisão em regime semiaberto; ele ainda aguarda julgamento pelos homicídios

20 jan 2026 - 14h52
(atualizado às 16h34)
Resumo
O policial militar Ednei Antonio Vieira foi condenado a sete anos e seis meses de prisão pelo furto de uma arma usada para matar sua ex-namorada e os filhos dela em Apiaí, SP; ele aguarda julgamento pelos homicídios.
Policial militar Ednei Antonio Vieira é acusado de assassinar a ex-namorada, Josilene, e os dois filhos dela em Apiaí, no interior paulista
Policial militar Ednei Antonio Vieira é acusado de assassinar a ex-namorada, Josilene, e os dois filhos dela em Apiaí, no interior paulista
Foto: Reprodução/TV Tribuna

O policial militar Ednei Antonio Vieira, acusado de assassinar a ex-namorada e os dois filhos dela em Apiaí, no interior paulista, foi condenado pelo furto da arma utilizada no crime, retirada do quartel do Corpo de Bombeiros. A sentença estabeleceu pena de sete anos e seis meses de prisão, a ser cumprida em regime semiaberto no Presídio Romão Gomes, na capital paulista. Cabe recurso da decisão. 

Em 16 de maio de 2024, o policial militar invadiu a residência da professora Josilene Paula da Rosa, de 39 anos, e efetuou disparos, que mataram a mulher e seus filhos, Arthur, de 12 anos, e Gabriel, de 20. A Polícia Civil concluiu que os homicídios ocorreram porque o PM não aceitou o término do relacionamento.

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Em sessão de julgamento realizada no dia 15 de janeiro, o Conselho Permanente de Justiça da 4ª Auditoria Militar do Estado de São Paulo julgou procedente a denúncia e condenou o réu por unanimidade.

De acordo com o relatório da sentença, “após o furto da pistola, do carregador e das munições, o acusado dirigiu-se à residência da então namorada e, com o armamento da corporação, atirou contra ela e seus dois filhos, matando-os”.

O réu permanece em prisão preventiva e aguarda julgamento pelos crimes de homicídio na Justiça Comum, que foi adiado após a defesa abandonar o plenário. A nova data ainda não foi divulgada.

O Terra não conseguiu localizar a defesa do policial militar até a última atualização desta reportagem.

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Josilene Paula da Rosa, de 39 anos, e seus filhos, Arthur, de 12 anos, e Gabriel, de 20, foram mortos pelo PM
Foto: Reprodução/TV Tribuna
Fonte: Portal Terra
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