Imprensa internacional repercute prorrogação da votação e tensão no 2º turno no Brasil

Principais veículos de comunicação dos Estados Unidos e da Europa destacaram a extensão das urnas pelo STF e a acirrada disputa entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro

25 out 2026 - 19h31
Resumo
A imprensa internacional deu amplo destaque à tensão no segundo turno presidencial brasileiro entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro. Veículos como The New York Times, El País e The Guardian repercutiram a decisão do STF de prorrogar o horário de votação e os conflitos operacionais decorrentes. Os jornais enfatizaram o cenário altamente imprevisível e o impacto geopolítico da disputa, que contrapõe o retorno de Lula ao avanço conservador liderado pela dinastia Bolsonaro.

A imprensa internacional deu amplo destaque, neste domingo (25), à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de prorrogar o horário de votação no segundo turno do pleito presidencial brasileiro. Veículos de comunicação de prestígio nas Américas e na Europa acompanharam a apuração em tempo real, cobrindo o conflito operacional decorrente da determinação expedida pelo ministro Cristiano Zanin.

Imprensa internacional repercute prorrogação da votação
Imprensa internacional repercute prorrogação da votação
Foto: Reprodução / Perfil Brasil

Em Portugal, o jornal Público colocou o imbróglio nas urnas no topo de sua edição digital.

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Por sua vez, o norte-americano The New York Times chamou a atenção para a incerteza gerada em relação aos eleitores que encontraram seções já lacradas antes das 19h.

O olhar da imprensa internacional sobre o equilíbrio da disputa presidencial

Os principais jornais do planeta ressaltaram o forte impacto geopolítico e regional do resultado da eleição travada entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL). O espanhol El País afirmou que o eleitorado do país decidirá entre "entregar todo o poder aos Bolsonaro ou dar uma última vitória a Lula", apontando que o avanço da bancada do Partido Liberal no Congresso Nacional amplia o poder de um eventual governo conservador.

"Eleger o senador Flávio Bolsonaro, herdeiro de um golpista e de uma dinastia ultraconservadora que engoliu a direita tradicional, significa transformá-lo no presidente mais poderoso das últimas décadas, porque ele comandaria o governo federal, controlaria o Congresso com uma maioria recorde e moldaria o Supremo Tribunal Federal", avaliou a publicação espanhola.

Tensões regionais, influência externa e imprevisibilidade no pleito

A cobertura feita pela imprensa internacional enfatizou também o peso da votação para a correlação de forças na América Latina e as conexões com a política norte-americana.

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O britânico The Guardian definiu o cenário como "altamente imprevisível", observando que a margem entre os concorrentes é a menor já registrada em um segundo turno presidencial no Brasil. O jornal de Londres destacou ainda que Lula "tenta uma volta por cima sem precedentes" contra o rival, que por sua vez prometeu conceder indulto ao pai, Jair Bolsonaro, e promover reformas constitucionais caso alcance a chefia do Poder Executivo.

 O francês Le Monde destacou a prorrogação do horário de funcionamento das seções eleitorais devido a problemas de transporte público.

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