O Governo de São Paulo iniciou a preparação da rede de saúde para a Copa do Mundo Feminina de 2027, que terá dez jogos na capital. Em parceria com o Ministério da Saúde e a gestão municipal, o Estado avalia a capacidade de atendimento, laboratórios, vigilância e resposta a emergências. A análise inclui a segurança alimentar e o controle em aeroportos, servindo de base para o plano operacional que atenderá a alta demanda do torneio internacional.
O Governo do Estado de São Paulo informou que começou a preparar a rede estadual de saúde para a Copa do Mundo Feminina da Fifa 2027. O Mundial será disputado de 24 de junho a 25 de julho, com a participação de 32 seleções. São Paulo receberá dez partidas na Neo Química Arena, o maior número entre as oito cidades-sede.
"Um evento dessa dimensão exige uma rede preparada para responder de forma integrada, desde o atendimento assistencial e as ações de vigilância até a atuação em situações de emergência", diz Cecília Damasceno, coordenadora de Emergências da Secretaria de Estado da Saúde (SES-SP), em comunicado à imprensa.
No momento, a secretaria avalia se a estrutura da rede comporta a demanda do período. A primeira etapa é um levantamento dos serviços disponíveis, da capacidade dos laboratórios e das condições de resposta a emergências.
"Nos hospitais e demais serviços de saúde, a avaliação vai considerar a capacidade de atendimento e os fluxos de encaminhamento dos pacientes para as unidades adequadas. Também será verificado o preparo dos laboratórios e das equipes de vigilância para identificar doenças, acompanhar sua circulação e atuar diante de situações que exijam uma resposta de saúde pública", cita a pasta.
O levantamento, realizado em parceria com o Ministério da Saúde e com a Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo, abrange ainda questões como a segurança dos alimentos e a vigilância nos aeroportos.
Segundo a SES, o diagnóstico será feito com o auxílio de ferramentas concebidas para medir a capacidade do setor de saúde para lidar com eventos de grande público. A medida já foi aplicada na Copa de 2014, quando São Paulo também recebeu jogos.
Os resultados vão embasar o plano de saúde para o Mundial, que reunirá a organização do atendimento e os procedimentos para emergências.