Operação Cinesia: MPRS desarticula esquema de desvio de R$ 2 milhões na Saúde de Porto Alegre

Ação conjunta do Ministério Público, GAECO e Brigada Militar cumpre mandados de prisão preventiva contra vereador, advogado e dirigentes de entidade na Capital e em Imbé.

19 set 2026 - 14h48
Resumo
O Ministério Público do Rio Grande do Sul deflagrou a Operação Cinesia para desarticular um esquema que desviou mais de R$ 2 milhões da Saúde de Porto Alegre. A fraude envolvia emendas parlamentares repassadas a uma organização da sociedade civil e distribuídas a investigados e empresas parceiras. A ação cumpriu nove mandados de busca e apreensão e quatro prisões preventivas, atingindo um vereador da capital, seu assessor e dois ex-dirigentes da entidade. A atual gestão da ONG colabora com o caso.

O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) deflagrou, na última sexta-feira (18), a Operação Cinesia para desarticular um esquema criminoso voltado ao desvio de verbas públicas da saúde. A investigação aponta que mais de R$ 2 milhões, repassados pelo Fundo Municipal de Saúde para a execução de emendas parlamentares em Porto Alegre, foram desviados por meio de fraudes envolvendo agentes públicos e dirigentes de uma organização da sociedade civil (OSC).

Foto: Divulgação / MPRS / Porto Alegre 24 horas

Coordenada pela promotora de Justiça Roberta Brenner de Moraes, da 8ª Promotoria de Defesa do Patrimônio Público de Porto Alegre, a operação contou com o suporte estratégico do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) e da Brigada Militar. Ao todo, foram cumpridos quatro mandados de prisão preventiva, nove de busca e apreensão, além de outras medidas cautelares em endereços situados na Capital e no município litorâneo de Imbé.

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Entre os alvos das ordens de prisão estão um vereador de Porto Alegre, um assessor parlamentar, um advogado que atuava como ex-dirigente da OSC e outro ex-dirigente da entidade privada sem fins lucrativos. Conforme as autoridades, a instituição era responsável por executar projetos financiados na área da saúde, mas parte significativa dos recursos terminava desviada para contas de livre movimentação e distribuída entre os investigados e empresas parceiras.

O MPRS destacou que a atual administração da organização alvo da operação não tem envolvimento com as irregularidades e tem colaborado com a investigação, fornecendo documentos fundamentais. O processo segue em sigilo enquanto o Ministério Público aprofunda a análise financeira para identificar todos os beneficiários finais do esquema e possíveis ramificações da fraude na administração pública.

MPRS.

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