Em menos de 24 horas, polícia registra casos de trabalho infantil e criança que caminhou 7 km após agressão em Santa Maria

Ocorrências envolveram adolescente forçado a vender balas e menino de 11 anos que buscou refúgio em quartel dos bombeiros; DPCA investiga

29 ago 2026 - 11h53
Resumo
A Polícia Civil de Santa Maria investiga dois casos graves de violência contra menores em menos de 24 horas. Na quinta-feira (27), um adolescente de 13 anos fugiu de casa após sofrer agressões e ser forçado ao trabalho infantil na venda de doces. No mesmo dia, um menino de 11 anos andou sete quilômetros à noite para pedir socorro após ser agredido pela mãe por tarefas domésticas. Ambos foram socorridos por populares e estão sob proteção do Conselho Tutelar enquanto os inquéritos avançam.

A Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) de Santa Maria abriu inquéritos policiais para apurar dois casos graves de maus-tratos e exploração envolvendo menores de idade, registrados no município em um intervalo inferior a 24 horas na última quinta-feira (27).

Foto: Freepik / ilustrativa / Porto Alegre 24 horas

No primeiro caso, um adolescente de 13 anos recorreu ao auxílio de uma moradora após fugir de casa. Ele relatou que sofria agressões familiares e era obrigado a trabalhar vendendo balas pelas ruas da cidade sob ameaça de punições caso não atingisse metas diárias de arrecadação. O jovem chegou a dormir na rua em situação de vulnerabilidade antes de receber acolhimento e ser encaminhado aos órgãos de proteção com apoio do Conselho Tutelar.

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Na segunda ocorrência, um menino de 11 anos caminhou a pé por cerca de sete quilômetros durante o período noturno em busca de socorro, após ser agredido fisicamente pela mãe por não ter executado tarefas domésticas. Ele foi amparado por um casal na via pública, que o conduziu ao quartel do Corpo de Bombeiros no bairro Camobi.

O menino apresentava lesões visíveis na região da boca e do pescoço e relatou um histórico contínuo de violência em seu ambiente familiar. Ele recebeu atendimento inicial, passou por exames de corpo de delito e ficou sob os cuidados do Conselho Tutelar enquanto as responsabilidades penais são investigadas pela Polícia Civil.

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