Alicia Garcez, de 20 anos, mãe da bebê de quatro meses que morreu em Santos, no litoral de São Paulo, após ser internada com ferimentos graves no fim do mês de agosto, falou em entrevista à TV Tribuna, sobre a dor de não poder ouvir a filha, Sofia, chamá-la de mãe e acompanhar seu desenvolvimento.
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Ela fez o desabafo direcionado ao ex-namorado e pai da criança, João Pedro Santos Alves, que está foragido. “Ela tinha começado a sorrir agora. Ela ia começar a falar, ele tirou tudo de mim. Eu não vou escutar ela me chamar de mãe. Eu não vou escutar ela chamar minha mãe de vó, eu não vou escutar a risada dela. Ele me privou de tudo, dos primeiros passos, de dar comida para ela, de tudo”, disse.
A bebê morreu em 25 de agosto, dois dias depois de ser internada na Santa Casa de Santos. Ela apresentava hemorragia subaracnóidea (HSA), um sangramento na região entre o cérebro e a membrana que reveste o órgão, além de fratura no crânio e hematomas em outras partes do corpo.
Segundo o registro policial, as marcas encontradas no corpo da menina eram anteriores ao episódio que levou à internação. O caso passou a ser investigado pela polícia, e a versão apresentada pelo pai sobre como a criança havia se ferido também mudou durante os depoimentos.
A bebê foi levada à Santa Casa em 23 de agosto. Na ocasião, os pais afirmaram inicialmente, ainda no hospital, que a menina havia caído de um carrinho. Posteriormente, na delegacia, João Pedro apresentou outra versão.
Ele afirmou que a filha havia caído de seu colo e que, ao tentar segurá-la, acabou empurrando a criança contra o chão. De acordo com as informações do caso, ele era o único familiar responsável pela bebê no momento em que ela sofreu o ferimento.
O homem chegou a ser detido no fim de agosto, mas foi liberado durante audiência de custódia. Com o avanço das investigações, o Ministério Público de São Paulo ofereceu denúncia contra ele. A Justiça recebeu a denúncia na última terça-feira, 15, e decretou a prisão preventiva. Ele é considerado foragido.