'Como está doendo sua partida', diz mãe de jovem que morreu após saltar sem corda no interior de SP

Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, caiu de uma altura de 40 metros durante a prática de rope jump na Ponte do Esqueleto, no interior de SP

15 jun 2026 - 11h19
(atualizado às 16h16)

RIO - A mãe da jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, que morreu no sábado, 13, em Limeira, no interior de São Paulo, ao ser jogada de uma ponte sem corda de proteção, se pronunciou nas redes sociais após a morte da filha. Em uma publicação no Instagram neste domingo, 14, Valdenia Rodrigues escreveu: "Como está me doendo sua partida".

Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, morta após ser lançada em rope jump sem corda
Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, morta após ser lançada em rope jump sem corda
Foto: Reprodução/X / Estadão

Maria Eduarda praticava o esporte radical conhecido como rope jumping, similar ao bungee jumping, em que a pessoa salta presa por uma corda. O caso ocorreu na trilha da Ponte do Esqueleto.

"Minha filha amada, só hoje eu quis te abraçar mais de mil vezes. Como está me doendo sua partida. Te amo eternamente, minha princesa. E muito obrigada por fazer parte da minha vida durante esses 21 anos. Que honra foi ouvir você me chamar de mãe. Deus, obrigada por esse privilégio", escreveu nas redes sociais.

Maria Eduarda chegou a publicar uma sequência de stories na manhã de sábado, antes do salto, nos quais mostrou pulseiras de identificação e o local da atividade. "Quem foi o doido que deixou eu vir pular de uma ponte?", escreveu em tom de brincadeira.

A investigação do caso

Seis pessoas foram conduzidas ao Distrito Policial de Limeira para prestar esclarecimentos, sendo que três permaneceram detidas. Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), os detidos têm 27, 32 e 42 anos e foram presos em flagrante por homicídio com dolo eventual, quando não há intenção direta de matar, mas se assume o risco.

Neste domingo, 14, a Justiça converteu em preventiva a prisão dos três detidos em flagrante. A prisão preventiva não tem prazo e pode ser mantida enquanto as autoridades judiciárias julgarem necessário.

De acordo com a SSP, as investigações prosseguem para apurar as circunstâncias e eventuais responsabilidades.

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