O pai da influenciadora e advogada argentina Agostina Páez, ré por injúria racial contra funcionários de um bar em Ipanema, no Rio de Janeiro (RJ), foi flagrado enquanto imitava um macaco em um bar na Argentina, mesmo gesto que levou a filha à prisão no Brasil em janeiro passado.
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O caso aconteceu em um bar de Santiago del Estero, no Norte da Argentina, na última quinta-feira, 2, menos de 24 horas após Agostina Páez voltar ao país natal. Ela recebeu autorização para a viagem mediante o pagamento de caução equivalente a 60 salários mínimos, pouco mais de R$ 97 mil.
Imagens do ocorrido passaram, então, a circular nas redes sociais. O homem que aparece no vídeo foi identificado como Mariano Páez, empresário argentino e pai da influenciadora.
Nas imagens, Mariano aparece imitando gestos semelhantes a de um macaco. Em uma outra gravação, ele afirma ter pago o valor para a liberação da filha no Brasil e, então, passou a fazer críticas ao Estado argentino: "Nojo, tenho nojo do Estado. Não vivo da política. Sou um empresário, milionário, agiota e um traficante", diz o homem no vídeo divulgado inicialmente pela emissora local Info del Estero.
Após a repercussão do caso, o empresário rebateu as críticas e afirmou que as imagens foram criadas através de inteligência artificial. A própria filha de Mariano chegou a criticar os gestos feitos pelo pai em um posicionamento publicado nas redes sociais.
"Não tenho absolutamente nada a ver com o que está circulando. Eu estava em casa, cercada por amigos que estiveram ao meu lado durante todo esse tempo. Ele [referindo-se ao pai] estava lá e me apoiou durante esse momento difícil, mas eu não posso e não me cabe ser responsabilizada por suas ações", declarou Agostina.
Ainda de acordo com a imprensa da Argentina, Mariano Páez foi preso em novembro de 2025 após ser acusado de violência doméstica pela companheira. O homem foi liberado após passar um mês sob custódia e permaneceu sob monitoramento por tornozeleira eletrônica.
Relembre a acusação de injúria racial contra Agostina Páez
O crime ocorreu em 14 de janeiro, quando funcionários de um estabelecimento relataram terem sido alvo de insultos raciais durante uma discussão sobre o pagamento da conta. Segundo as investigações, a turista apontou o dedo para um funcionário, utilizou o termo “negro” de forma pejorativa e imitou gestos e sons de macaco.
As ações foram registradas em vídeo pelas vítimas e confirmadas pela Polícia Civil após análise das câmeras de segurança do local. Agostina prestou depoimento três dias após o ocorrido, ocasião em que teve o passaporte apreendido.
"Ao longo da apuração, agentes realizaram diligências, ouviram testemunhas e reuniram elementos probatórios que permitiram esclarecer completamente a dinâmica dos fatos", informou a polícia em nota.
Antes da ordem de prisão, Agostina publicou um vídeo nas redes sociais afirmando estar "morta de medo" e emocionalmente abalada. "Neste momento, recebi a notificação de que há uma ordem de prisão preventiva para mim por risco de fuga, sendo que tenho uma tornozeleira eletrônica e estou à disposição da Justiça desde o primeiro dia. [...] Estou desesperada e morta de medo", declarou.
Em entrevista no consulado no último dia 25, a argentina afirmou ter pedido desculpas aos funcionários durante o processo.