Tifanny se emociona em lançamento da Superliga e faz desabafo sobre futuro no vôlei

Tifanny se emociona ao falar sobre seu futuro no vôlei após nova regra da Superliga e recebe apoio do Osasco, enquanto entidade mantém critérios do COI.

1 out 2026 - 23h39
(atualizado às 23h39)
Resumo
Tifanny Abreu se emocionou no lançamento da Superliga 2026/27 diante da incerteza sobre seu futuro no vôlei. A CBV adotou as regras do COI, exigindo teste genético negativo para o gene SRY na categoria feminina, o que pode barrar a atleta do Osasco. Primeira jogadora trans da elite nacional, ela afirmou que lutará para se aposentar em quadra. O técnico Luizomar criticou a decisão e confirmou que o clube buscará medidas jurídicas, enquanto a CBV mantém a postura e descarta mudanças na política.
Divulgação CBV
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Foto: Esporte News Mundo

Tifanny Abreu se emocionou ao falar sobre o futuro no vôlei durante o lançamento da Superliga 2026/27, nesta quinta-feira (1º), em São Paulo. Representando o Osasco no evento, a jogadora de 41 anos afirmou que pretende lutar para encerrar a carreira dentro das quadras e continuar inspirando outras atletas.

A atleta disputa a Superliga desde 2017 e está em sua sexta temporada pelo Osasco. A presença dela na próxima edição da competição, porém, ainda é incerta após a Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) adotar novos critérios de elegibilidade para a categoria feminina.

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A mudança foi anunciada pela entidade em agosto e segue a política estabelecida pelo Comitê Olímpico Internacional (COI). Pelas novas regras, as atletas precisam apresentar teste genético com resultado negativo para o gene SRY, associado ao desenvolvimento masculino, para comprovar a elegibilidade.

Primeira atleta transgênero a atuar na elite do vôlei brasileiro, Tifanny afirmou que recebeu apoio de jogadoras e integrantes da comunidade do esporte desde o anúncio da nova política. Ela também lembrou que pretende permanecer ligada ao vôlei mesmo diante da possibilidade de não disputar a competição.

— Infelizmente vim em uma época não tão favorável, mas aqui estou presente para mostrar que eu existo, que eu também tenho direito de estar aqui, de estar jogando essa Superliga. Fui muito bem recebida, todos me dando apoio em um momento tão difícil —, afirmou.

O técnico do Osasco, Luizomar, também criticou a situação e afirmou que o clube pretende buscar os meios jurídicos necessários para tentar contar com Tifanny na Superliga. Segundo ele, a equipe foi surpreendida pela decisão da CBV às vésperas da estreia no Campeonato Paulista.

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— O Osasco, como um clube tão importante do voleibol feminino, lógico que vai procurar defender os seus direitos. Isso aí está com o departamento jurídico. Eu, como treinador, lamento muito, porque fui pego de surpresa —, disse Luizomar.

A CBV, por sua vez, mantém a decisão e afirma que seguirá alinhada às regras do COI. O presidente da entidade, Radamés Lattari, declarou durante o evento que não haverá mudança na política adotada. Os novos critérios passam a valer para as competições previstas pela CBV a partir da temporada 2026/27.

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