Vasco pede à Justiça decisão urgente sobre jogo no Maracanã

Mesmo com laudo de bombeiros, Cruz-Maltino quer resposta rápida da Justiça; Consórcio Fla-Flu aponta gramado como problema

2 out 2026 - 20h14
(atualizado às 20h25)
Resumo
O Vasco recorreu ao TJ-RJ com pedido de urgência para enfrentar o Boca Juniors no Maracanã pela semifinal da Sul-Americana, após a ação ser suspensa por duplicidade de processos. O Consórcio Fla-Flu é contra o pedido, alegando risco de desgaste do gramado pelo excesso de partidas. Como alternativa, o clube ampliou a capacidade de São Januário para 24.155 torcedores via Corpo de Bombeiros, mas ainda precisa do aval da PM e da Conmebol, que exige capacidade mínima de 30 mil lugares para esta fase.
Vasco precisa de resposta até segunda-feira –
Vasco precisa de resposta até segunda-feira –
Foto: Matheus Lima/Vasco / Jogada10

A luta do Vasco pelo Maracanã segue intensa na Justiça. O Cruz-Maltino entrou com um recurso pedindo o fim da suspensão do processo na Justiça e pede uma decisão urgente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) por uma resposta para que a equipe possa atuar no estádio contra o Boca Juniors, na semifinal da Copa Sul-Americana, no dia 20 de outubro.

A ação do Vasco foi suspensa pela Justiça, porque já há um outro processo, ajuizado por um torcedor do clube, com a intenção de levar o duelo para o Maracanã. Portanto, a juíza Adriana Laia Franco, da 2ª Vara Cível da Capital, entendeu que decisões paralelas poderiam gerar insegurança jurídica.

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No documento, o Vasco argumenta que uma ação não pode deixar de ser julgada pela existência da outra. O clube, assim, pede tutela de urgência para uma decisão vinda do TJ-RJ. A indicação do estádio da partida precisa ser feita até a segunda-feira.

Vasco precisa de resposta até segunda-feira –
Foto: Matheus Lima/Vasco / Jogada10

Posição do Consórcio Fla-Flu

Por outro lado, o Consórcio Fla-Flu, que administra o Maracanã, se manifestou na Justiça de forma contrária à realização do jogo entre Vasco e Boca no estádio. A dupla afirmou que o gramado é o principal problema, pois receberia três partidas em um intervalo de cinco dias. Assi, atrapalharia o tempo mínimo de descanso do campo. Além disso, os clubes citaram o jogo entre Baltimore Ravens e Dallas Cowboys, pela NFL, no último domingo.

O documento ainda afirma que uma análise da concessionária comprovou que o Maracanã está "impossibilitado de receber novos eventos esportivos em 2026". Isso também, de acordo com o agravo, afetou o Flamengo, que recebeu negativas para fazer uma partida comemorativa dos 45 anos do título mundial e o Jogo das Estrelas, amistoso anual organizado por Zico em dezembro.

"A ação movida pelo Agravante tem potencial de resultar em graves prejuízos ao Maracanã, já que a utilização do estádio em desacordo com os critérios técnicos necessários para preservação do gramado importará danos ao próprio equipamento público que o Agravante diz querer proteger", escreveram os advogados da concessionára em trecho do documento.

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E São Januário?

Junto a isso, o Vasco obteve um laudo do Corpo de Bombeiros em que a capacidade de São Januário foi ampliada para 24.155 pessoas. Com isso, deu um passo importante na tentativa de liberação do estádio para receber a semifinal da Copa Sul-Americana. A informação é do "Colina em Foco".

A nova capacidade, porém, ainda é abaixo em comparação com o regulamento da Conmebol, que pede a partir de 30 mil lugares.

Entretanto, o laudo do Corpo de Bombeiros ainda não garante ao Cruz-Maltino o direito de jogar em São Januário contra o Boca Juniors. Ainda restam as autorizações da Polícia Militar e da própria Conmebol para a partida acontecer na casa vascaína.

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