Justiça toma nova decisão sobre o Vasco jogar no Maracanã

5 out 2026 - 22h56
Resumo
A Justiça negou uma nova liminar ao Vasco para atuar no Maracanã pela semifinal da Copa Sul-Americana contra o Boca Juniors. A juíza Adriana Franco considerou divergências técnicas sobre o impacto no gramado e sugeriu o uso do estádio Nilton Santos como alternativa viável. Com o local da partida de volta ainda indefinido, o clube carioca ainda pode recorrer da decisão ao Tribunal de Justiça e, paralelamente, busca a liberação da Polícia Militar para utilizar o estádio de São Januário.

O Vasco ganhou mais um obstáculo na tentativa de jogar a semifinal da Copa Sul-Americana no Maracanã. Depois de ter o processo suspenso na semana passada, o clube entrou com um novo pedido na Justiça para conseguir a liberação do estádio, mas a solicitação voltou a ser negada.

Foto: Maracanã ( Divulgação/Maracanã) / Gávea News

A juíza Adriana Marques dos Santos Laia Franco, da 2ª Vara Cível da Comarca da Capital, não concedeu a liminar pedida pelo Cruzmaltino contra a Concessionária Fla-Flu. O local da partida de volta contra o Boca Juniors segue indefinido, e o Vasco ainda pode recorrer ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.

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Um dos pontos considerados na decisão foi a possibilidade de utilizar o Nilton Santos, estádio do Botafogo. A magistrada afirma que o laudo apresentado pelo Vasco comparava as condições de São Januário apenas com as do Maracanã. Ela também levou em conta a posição inicial da Polícia Militar, que indicou preferência pelo Maracanã ou pelo estádio do Glorioso.

A concessionária que administra o Maracanã também defendeu a realização do jogo no Nilton Santos. "Basta rememorar que recebeu partidas relevantes nos últimos anos."

O principal argumento da juíza foi a diferença entre os laudos técnicos apresentados pelo Vasco e pela gestão do Maracanã sobre os possíveis impactos da partida no gramado. Para ela, ainda é necessário analisar com mais cuidado os métodos utilizados e os dados apresentados pelas duas partes.

A magistrada também destaca que uma decisão sobre o assunto não pode ser tomada precipitadamente. Por isso, decidiu não conceder a liminar agora e indicou a necessidade de uma análise mais detalhada dos argumentos técnicos.

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— Não se trata, portanto, de afirmar que o direito alegado seja inexistente, mas sim de reconhecer que, no atual estágio processual, não há elementos suficientemente seguros para afirmar sua probabilidade.

A decisão não encerra a tentativa do Vasco de jogar no Maracanã. O clube ainda pode recorrer ao TJ-RJ e, paralelamente, trabalha para conseguir a liberação de São Januário. O estádio já teve a capacidade ampliada para 24 mil torcedores com aval do Corpo de Bombeiros e da Prefeitura, mas ainda depende da aprovação da Polícia Militar.

O Vasco enfrenta o Boca Juniors pelo jogo de ida da semifinal em 13 de outubro, às 21h30 (horário de Brasília), na Argentina. A volta será no dia 20, no mesmo horário, no Rio de Janeiro.

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