A concessionária Fla-Flu pressiona o Vasco a disputar a semifinal da Sul-Americana contra o Boca Juniors no Nilton Santos, alegando desgaste no gramado do Maracanã e aptidão do estádio alvinegro. Sem poder utilizar São Januário por exigências de capacidade da Conmebol, o clube cruz-maltino tenta reverter na Justiça a proibição de atuar no Maracanã. Com prazos curtos da entidade para definir a sede do confronto, o local da partida, marcada para 20 de outubro, segue indefinido.
O Vasco ainda não sabe onde enfrentará o Boca Juniors pela semifinal da CONMEBOL Sul-Americana, mas o Maracanã segue cada vez mais distante como opção. Depois de a Justiça negar, na última sexta-feira (2), o pedido do clube para garantir a utilização do estádio, a concessionária responsável pela arena voltou a se manifestar contra a realização da partida.
Em documento apresentado à Justiça no domingo (4), a Fla-Flu Serviços S.A. defendeu novamente que o duelo seja transferido para o Nilton Santos. O consórcio argumentou que o estádio administrado pelo Botafogo já recebeu partidas importantes de competições da Conmebol e, por isso, teria estrutura para receber o confronto internacional.
A concessionária também citou o estado do gramado do Maracanã como uma das razões para manter a negativa ao Vasco. Segundo a empresa, a realização de partidas recentes, incluindo o confronto da NFL no Rio de Janeiro, aumentou o desgaste do campo e exigiu intervenções no piso.
Outro ponto levantado pela Fla-Flu foi a experiência do Vasco em gramados sintéticos. A empresa contestou a alegação de que atuar no Nilton Santos representaria um risco esportivo para o time de São Januário.
Como argumento, a concessionária lembrou que o Vasco já atuou no estádio do Palmeiras, que também possui grama artificial, e terá outro compromisso no local posteriormente. Na avaliação do consórcio, uma eventual partida contra o Boca no Nilton Santos poderia até funcionar como preparação para o próximo encontro com o Palmeiras.
O Vasco, por sua vez, tenta reverter a situação na Justiça. Após a decisão desfavorável no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, o clube pediu que a 2ª Vara Cível do Rio reavalie a suspensão do processo e analise o caso com urgência.
A definição também tem prazo apertado por causa das exigências da Conmebol. O Vasco precisa informar nesta segunda-feira (5) se pretende mandar a partida fora do município do Rio. Caso escolha outro estádio dentro da cidade, o clube terá até sábado (10) para comunicar a entidade.
São Januário, entretanto, não aparece como alternativa para a semifinal. O estádio não atende à capacidade mínima de 30 mil espectadores exigida pelo regulamento da competição.
Enquanto aguarda uma nova decisão judicial, o Vasco segue sem definição sobre o palco do confronto com o Boca Juniors, marcado para 20 de outubro.