O São Paulo busca reaver até R$ 10 milhões do ex-presidente Julio Casares, expulso do clube após reprovação de contas. O valor envolve saques sem comprovação institucional e uso indevido de cartão corporativo. Aprovada pelo Conselho Deliberativo por ampla maioria, a cobrança passará por uma apuração financeira minuciosa para definir o total exato. Após a notificação, Casares terá 30 dias para quitar a dívida; caso contrário, o clube acionará a Justiça cível com pedido de penhora de bens.
O São Paulo Futebol Clube buscará o ressarcimento de uma indenização milionária contra Julio Casares, ex-presidente recentemente expulso do quadro associativo da instituição. A estimativa inicial apresentada internamente aponta que o valor total a ser devolvido aos cofres tricolores pode alcançar a expressiva marca de R$ 10 milhões.
Essa projeção financeira foi detalhada aos conselheiros durante a última reunião do Conselho Deliberativo. O montante cobrado engloba todos os recursos do clube utilizados sem qualquer comprovação de finalidade institucional, além de saques não justificados e gastos estritamente particulares.
A maior parte desse valor em aberto está diretamente ligada a cerca de R$ 7 milhões em retiradas financeiras que não apresentaram a documentação adequada. Essa movimentação, inclusive, foi um dos principais motivos para a reprovação das contas são-paulinas referentes ao exercício de 2025.
Outro fator central da cobrança envolve a utilização indevida do cartão corporativo vinculado ao ex-mandatário. De acordo com informações veiculadas pelo portal GE, as despesas chegaram a superar R$ 1 milhão, embora uma parcela de aproximadamente R$ 560 mil já tenha sido restituída pelo antigo dirigente.
A exigência legal da devolução foi ratificada após uma votação do conselho, encerrada na última quinta-feira. O texto que determinou a restituição integral das quantias usadas para fins indevidos recebeu ampla aprovação: foram 224 votos favoráveis, além de cinco abstenções e apenas dois posicionamentos contrários.
Para estabelecer a quantia exata que deverá ser paga, a cúpula aprovou também a execução de uma "liquidação administrativa". Na prática, o Departamento Financeiro do clube terá a missão de elaborar um relatório minucioso, discriminando todas as despesas pendentes e atualizando as cifras monetárias.
Assim que esse levantamento técnico e contábil for finalizado, o documento será obrigatoriamente submetido à análise do Conselho Fiscal. Durante o processo, os auditores vão descontar todos os valores cujas devoluções já estejam devidamente registradas e comprovadas no balanço do time.
Quando o valor definitivo for validado, Casares será formalmente notificado e poderá apresentar questionamentos restritos apenas ao cálculo realizado. Após a confirmação da cifra final, o regimento interno concede um prazo de 30 dias para que o pagamento seja efetuado integralmente.
Caso a quitação não aconteça dentro do limite estabelecido, a atual gestão são-paulina acionará os tribunais. O clube buscará amparo na esfera cível por meio de medidas legais para garantir a recuperação do dinheiro, o que inclui até mesmo eventuais pedidos de penhora de bens.