A Comissão de Ética do São Paulo recomendou, de maneira cautelar, o afastamento de Olten Ayres da presidência do Conselho Deliberativo. O relatório divulgado nesta quinta-feira (30) aconselha que uma reunião extraordinária seja convocada pelo vice João Farias, para que os conselheiros votem pela saída.
Para confirmar o afastamento de Olten Ayres, dois terços dos conselheiros (170) precisam aprovar o pedido da Comissão de Ética. O relatório é uma resposta ao pedido do presidente do São Paulo de expulsão do líder do Conselho. Harry Massis acusa o conselheiro de gestão temerária.
A Comissão de Ética permanece com a investigação para entregar o relatório final do pedido de expulsão protocolado por Harry Massis, enquanto pede o afastamento cautelar de Olten Ayres.
O pedido do presidente tricolor aconteceu após discordâncias com Olten Ayres por conta de uma reforma estatutária. Em 17 de dezembro, o então mandatário Julio Casares apresentou uma proposta de alteração no estatuto para redução de exigências de quórum qualificado em decisões estruturais, como a mudança para SAF, a criação de empresa e a separação da gestão do futebol do clube social.
Dessa maneira, Olten Ayres enviou a proposta ao Conselho Consultivo, que aprovou. Assim, o texto foi encaminhado para análise da Comissão Legislativa.
Olten Ayres cria Comissão de Reforma Estatutária
Os conselheiros Luís Geraldo Sant'Ana Lanfredi, José Alberto Padin Iglesias e Wanderson Martins Rocha compuseram a comissão. Assim, o parecer foi emitido no dia 8 de abril deste ano e foi contrário à proposta enviada por Casares. De acordo com o pedido protocolado por Massis, este parecer deveria finalizar a tramitação do projeto.
Contudo, durante o processo, no dia 30 de março, Olten Ayres criou uma Comissão de Reforma Estatutária para avaliar alterações mais amplas no estatuto, definindo o dia 15 de maio para quem desejar apresentar propostas.
O presidente do Conselho Deliberativo informou ainda que há prazo de 30 dias para a Comissão Legislativa se manifestar e, dessa maneira, o parecer anterior foi desconsiderado. A proposta em tramitação será analisada por uma nova Comissão Legislativa, com outros membros, formada em 10 de abril.
Contudo, Harry Massis aponta que a medida representa quebra do estatuto, por tratar do mesmo tema negado anteriormente.
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