Roger fecha um mês no São Paulo com aproveitamento que destoa da desconfiança: 'Em evolução'

Contratado para substituir Hernán Crespo após demissão surpreendente, técnico muda desenho tático do time e tenta manter competitivdade

10 abr 2026 - 08h12
(atualizado às 10h20)
Roger Machado em vitória do São Paulo sobre o Cruzeiro
Roger Machado em vitória do São Paulo sobre o Cruzeiro
Foto: RODILEI MORAIS/FOTOARENA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO

Roger Machado completa o primeiro mês no comando do São Paulo nesta sexta-feira, véspera da partida contra o Vitória, pela 11ª rodada do Campeonato Brasileiro. Encarando desconfiança por chegar após a surpreendente demissão de Hernán Crespo, o técnico tem aproveitamento positivo e já tem implementado ideias diferentes do que o antecessor colocava em campo.

No período, foram sete jogos, com quatro vitórias, um empate e duas derrotas, conquistando 62% dos pontos possíveis. O São Paulo está na vice-liderança do Brasileirão, a cinco pontos do líder Palmeiras, e estreou com vitória na Sul-Americana. Ainda em abril, o time também iniciará a campanha na Copa do Brasil, contra o Juventude.

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A saída de Crespo foi polêmica entre a torcida. O time dividia a liderança do Brasileirão com o Palmeiras, atrás pelo saldo de gols. Entretanto, o bastidor pesou na decisão do departamento de futebol são-paulino.

Um exemplo concreto do que gerou descontentamento foi a folga de três dias e meio decretada pelo ex-técnico após a eliminação para o Palmeiras na semifinal do Paulistão. Crespo viajou à Argentina após o jogo.

Também pesou o discurso do treinador. Ele nunca escondeu o descontentamento com a crise política que o São Paulo enfrenta desde o ano passado, incluindo inquéritos policiais sobre a antiga gestão. No começo deste ano, Crespo ainda foi mais fatalista e disse que o time brigaria para não cair no Brasileirão.

Quando Roger chegou, teve dez dias de treinos durante a Data Fifa. No intervalo, conheceu o elenco e aplicou suas ideias, mudando o desenho do time em campo.

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A medida mais fácil de notar é a entrada de pontas, como Ferreirinha e Artur, que chegou como forma de respaldo ao treinador. A equipe também passou a utilizar associações com laterais mais ofensivos e maior amplitude dos volantes, o que potencializou o desempenho de Bobadilla, além do já essencial Marcos Antônio.

"Esse primeiro mês foi importante para entender o grupo no dia a dia e construir uma identidade. A resposta dos jogadores tem sido muito positiva, tanto na assimilação das ideias quanto na competitividade dentro de campo. Ainda temos muito a evoluir, mas já conseguimos dar sinais claros do caminho que queremos seguir", destaca Roger.

Os números do primeiro mês de Roger no São Paulo são ligeiramente melhores que o restante da carreira do técnico. No geral, ele soma 477 jogos, com 226 vitórias, 124 empates e 127 derrotas, o que equivale a mais de 56% de aproveitamento.

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