Ponte Preta: quando o Majestoso voltará a receber jogos? Veja

Recuperação do gramado mantém a Macaca fora de Campinas

14 out 2026 - 05h00
(atualizado às 05h00)
Resumo
O atraso na recuperação emergencial do gramado do Moisés Lucarelli impedirá a Ponte Preta de atuar em seu estádio até novembro. Por isso, a Macaca continuará mandando partidas da reta final da Série B em Indaiatuba, com duelo já confirmado contra o Atlético-GO e outro pedido contra o Fortaleza. A intervenção atual visa corrigir o solo e a superfície, enquanto uma grande reforma estrutural ocorrerá ao fim da temporada, impondo ao clube o desafio de jogar longe de sua torcida em momento crítico.

A Ponte Preta seguirá longe do Moisés Lucarelli na reta final da Série B do Campeonato Brasileiro, pois a recuperação do gramado atrasou. A previsão é liberar o estádio apenas em novembro, obrigando a Macaca a mandar seus jogos em outra cidade, distante de Campinas.

Foto: Reprodução/ Autor Desconhecido/ Instagram @pontepretaoficial
Foto: Reprodução/ Autor Desconhecido/ Instagram @pontepretaoficial
Foto: Reprodução/ Autor Desconhecido/ Instagram @pontepretaoficial / RTI Esporte

A Agência RTI Esporte apurou que a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) confirmou a transferência do confronto com o Atlético-GO, marcado para 16 de outubro, às 19h30 (de Brasília), para o Estádio Ítalo Mário Limongi, em Indaiatuba.

Publicidade

A diretoria também pediu a mudança do jogo contra o Fortaleza, marcado para o dia 24, mas ainda aguarda confirmação. Em setembro, o clube previa concluir a recuperação do gramado durante um intervalo de duas semanas sem jogos em casa, mas o prazo não foi cumprido.

O primeiro compromisso previsto no Majestoso seria contra o Juventude, em 6 de outubro. O prazo, porém, não foi suficiente. A partida acabou transferida para Indaiatuba, onde a equipe perdeu por 2 a 0, diante de apenas 352 torcedores.

Por que o gramado do Majestoso precisa de reforma?

O trabalho realizado no campo envolve mais do que a recuperação visual da grama. A intervenção emergencial inclui descompactação e aeração do solo, procedimentos que facilitam a circulação de ar, água e nutrientes até as raízes.

Também estão previstas adubação, aplicação de areia e correções das irregularidades da superfície. Em atualização divulgada em 28 de setembro, a Ponte Preta informou que havia utilizado um rolo nivelador e retirado pequenos cilindros de solo para dar continuidade ao tratamento.

Publicidade

Obra emergencial será diferente da reforma estrutural

A manutenção atual é apenas a primeira etapa do planejamento. Depois do encerramento da temporada, o clube prevê uma intervenção mais ampla no estádio, com reconstrução dos sistemas de drenagem e instalação de irrigação automatizada.

A diferença entre as duas fases é importante: a recuperação em andamento busca deixar o campo em condições de receber partidas, enquanto a obra posterior pretende melhorar a estrutura do gramado a longo prazo.

Ponte Preta perde o fator casa na reta final

A ausência acontece pouco depois do aniversário de 78 anos do Majestoso, inaugurado em 12 de setembro de 1948. A construção do estádio foi marcada pela participação da torcida, que contribuiu com materiais e trabalho na chamada "Campanha do Tijolo".

O Moisés Lucarelli também foi palco de uma das conquistas recentes mais importantes da Macaca: o título da Série C, em outubro de 2025. Um ano depois, entretanto, o clube atravessa um cenário esportivo oposto, com rebaixamentos no Campeonato Paulista e na Série B.

Publicidade

Jogar longe de Campinas é mais um obstáculo para a Ponte Preta na reta final da temporada. Além da adaptação a outro estádio, a mudança pode afastar torcedores e tirar da equipe o apoio habitual da torcida.

Por enquanto, o retorno ao Majestoso depende da conclusão dos trabalhos e da liberação do gramado. A previsão é novembro, mas a Ponte Preta ainda precisa transformar o cronograma em condições efetivas para voltar a jogar em casa.

Curtiu? Fique por dentro das principais notícias através do nosso ZAP
Inscreva-se