A quebra do Ueno Bank gerou uma grave crise econômica no Paraguai, afetando três milhões de clientes, incluindo atletas, e provocando a renúncia do presidente do país, Santiago Peña, e do chefe do Banco Central após protestos. O colapso da instituição, que patrocinava a federação e clubes locais, motivou a prisão de oito diretores. Diante da comoção social e do bloqueio de contas, a Associação Paraguaia de Futebol expressou preocupação e prometeu ajudar na busca por soluções para o setor.
O ambiente econômico do Paraguai vive caráter de absoluta incerteza. Ao ponto da Associação Paraguaia de Futebol (APF) emitir uma nota oficial, nesta quinta-feira (5). Nela, a entidade afirma ter "profunda preocupação pela difícil situação que atravessam muitas famílias paraguaias".
Apesar de garantir que o futebol local não vai ser afetado pelo contexto, a APF fala em "contribuir com a busca de soluções concretas". Tanto para a grande população como também aos atletas e clubes afetados pelo cenário de crise que se instaurou.
Ambiente caótico
O motivo central do problema econômico tem base no fechamento de uma das principais instituições financeiras do país, o Ueno Bank. Para se ter uma ideia, além de ser a maior emissora de cartão de crédito do país, estima-se que a base de clientes chega a 3 milhões de pessoas e a adminstração de recursos na casa dos 800 milhões de dólares (R$ 4,3 bilhões, na cotação atual).
Com tamanho impacto na sociedade, além do papel de instituição financeira, o Ueno também tinha presença constante enquanto patrocinadora do futebol paraguaio. Além do acordo centralizado junto a APF que dava direito de ter a marca exibida pelos 12 clubes da elite, também possuia vínculo em separado com a própria seleção do Paraguai.
Após investigações que renderam até mesmo uma intervenção do Banco Central do Paraguai (BCP), se constatou a insolvência da instituição. Ou seja, a incapacidade da empresa em arcar com seus compromissos.
Como se não bastasse o caos pelo fechamento do Ueno Bank, correntistas e portadores de investimentos no banco tiveram seus acessos totalmente bloqueados. Ao ponto de figuras conhecidas como Gustavo Gómez, Mauricio e Ramón Sosa (nomes do Palmeiras e também da seleção do Paraguai) engrossarem o coro de cobranças por uma solução do tema.
Tamanha foi a repercussão negativa do caso que, em meio a revolta social em forma de diversos protetos nas ruas da nação guaraní, o presidente tanto do BCP (Carlos Carvallo) e o presidente do país, Santiago Peña, apresentaram suas renúncias. Além disso, oito pessoas entre diretores e ex-diretores da instituição foram presos em meio as irregularidades encontradas nas investigações.
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