Em defesa da comunidade LGBTQIA+, o Grupo Arco-Íris abriu um processo contra o Internacional por repetidas "práticas discriminatórias". A organização realizou uma Ação Civil Pública na Justiça do Rio de Janeiro, pedindo retratação pública, promoção de ações educacionais e uma indenização de R$ 5 milhões por danos morais coletivos.
O processo do Arco-Íris contra o Internacional é em relação à três episódios, os quais envolvem o diretor técnico do Inter, Abel Braga, o antigo treinador Ramón Diaz e o lateral-esquerdo Alexandro Bernabei. Relembre o que aconteceu:
Responsável por salvar o Internacional do rebaixamento no ano passado, Abel Braga fez a seguinte declaração: "Eu não quero meu time treinando de camisa rosa, parece time de viado". Depois de uma repercussão negativa, o profissional pediu desculpas.
Antes disso, o argentino Ramón Diaz foi machista ao reclamar da marcação da arbitragem. "O futebol é para homens, não é para meninas, é para homens", disse.
Por fim, o lateral Bernabei se exaltou na comemoração de uma vitória que salvou o Internacional da Série B e provocou uma repórter: "Fala, agora".
O presidente do Grupo Arco-Íris, Claudio Nascimento, destacou que "a ação é uma virada na estratégia de busca de respostas concretas em termos de reparação por violações de direitos humanos contínuas no ambiente do futebol".
O Internacional ainda não se pronunciou em relação ao processo do Grupo LGBT. Fora das quatro linhas, esse não é o único problema que o Inter convive. O clube se livrou recentemente de um transfer ban e tenta ficar em dia com seus pagamentos.