O Grêmio iniciou sua trajetória na Copa do Brasil com um resultado positivo em meio à pressão no Campeonato Brasileiro. Diante do Confiança, no duelo de ida da terceira fase, a equipe gaúcha confirmou o favoritismo e venceu por 2 a 0, com gols marcados na etapa final por Carlos Vinícius e Amuzu.
Mudanças na escalação e aposta na base
Após a derrota diante do Cruzeiro, Luís Castro optou por promover alterações na formação titular. Entre as novidades, Gabriel Mec apareceu como articulador central, exercendo função semelhante à de um meia clássico, com suporte de Arthur e Nardoni no setor.
O treinador destacou o empenho do jovem para conquistar espaço no elenco principal e ressaltou a concorrência interna na posição, citando também Riquelme como alternativa oriunda das categorias de base.
— O Mec tem trabalhado muito para entrar na equipe, o Mec dedica-se muito ao trabalho diário. É um jogador que investe muito naquilo que é o seu trabalho, como todos os outros. Ainda há um outro jogador que pode jogar ali, o Riquelme, também oriundo da base, e que já apareceu a jogar ali — comentou o treinador.
Ausências explicadas por disputa interna
Questionado sobre jogadores que ficaram fora da lista de relacionados, como Noriega, Monsalve, Roger e Tiaguinho, o técnico foi direto ao atribuir as mudanças à competitividade dentro do grupo.
Segundo Castro, as escolhas refletem o desempenho coletivo nos treinamentos, sem relação com queda de rendimento individual, mas sim com a oportunidade dada a outros atletas que buscam espaço na equipe.
— Colegas entraram no lugar deles, só isso. Há colegas que estão a trabalhar, que também querem o lugar que eles ocupam e ocuparam o lugar deles. Só isso. Não foi porque trabalharam mal — ressaltou.
Estratégia priorizou consistência defensiva
Na avaliação da atuação gremista, o comandante português apontou que a prioridade inicial foi ajustar o sistema defensivo. A decisão foi influenciada pelos resultados recentes, que exigiram uma abordagem mais cautelosa.
A proposta, de acordo com o treinador, foi estruturar melhor a equipe sem a bola antes de avançar para um jogo mais fluido ofensivamente. Ele também admitiu que ajustes táticos foram necessários ao longo do processo para responder às limitações impostas pelos resultados recentes.
— Eu quis dar em determinado momento à equipe, no momento de construção, uma estabilidade defensiva maior, e esperar que a equipe ficasse com uma estrutura boa para depois poder deixar fluir mais. Mas chegou a um ponto que os resultados nos limitaram um pouco e tivemos que mudar de estrutura. Mas a ideia sempre foi deixar que a equipe, em um primeiro momento, tivesse uma estabilidade defensiva para depois lhe dar algo mais. São processos de construção — concluiu.
Próximos compromissos do Grêmio
O time volta a campo pelo Campeonato Brasileiro no domingo (26), às 16h, quando enfrenta o Coritiba, na Arena. Já o confronto decisivo contra o Confiança, pela volta da Copa do Brasil, está marcado para o dia 14 de maio, às 19h, em Aracaju.