O Grêmio segue ativo no mercado em busca de um novo patrocinador máster após o fim do vínculo com a empresa de apostas Alfabet. No entanto, a diretoria gremista adotou uma postura diferente nas negociações recentes, priorizando acordos mais estratégicos para o clube gaúcho.
Desde a chegada do CEO Alex Leitão, o Tricolor passou a implementar uma política que evita, sempre que possível, a divisão de patrocinadores com o rival, Internacional. Dessa forma, o clube tenta se posicionar de maneira mais independente no mercado.
Como resultado dessa nova diretriz, o Grêmio optou por recusar uma proposta considerada alta. A oferta, na casa dos R$ 37 milhões, envolvia um acordo conjunto com o rival, o que foi determinante para a decisão negativa por parte da diretoria, que prioriza a manutenção da sua política.
Estratégia visa valorização e exclusividade
A ideia do clube, portanto, é buscar contratos exclusivos, ainda que isso reduza momentaneamente o número de interessados. Em contrapartida, a diretoria acredita que essa estratégia pode aumentar o valor final dos acordos no médio prazo. Além disso, o Grêmio passou a incluir cláusulas específicas nos contratos. Empresas que fecham com o clube ficam impedidas de firmar parceria com o Internacional por um período determinado, o que fortalece a exclusividade e reduz a concorrência direta.
Esse novo modelo já impactou negociações recentes. A Novibet, por exemplo, recuou nas tratativas ao perceber a impossibilidade de fechar simultaneamente com os dois clubes. Assim, o cenário tornou-se mais restrito para ambas as partes.
Por fim, enquanto o Grêmio mantém sua estratégia, o Internacional segue em busca de alternativas dentro de um mercado mais limitado. Portanto, a tendência é que a histórica prática de dividir patrocinadores entre os rivais gaúchos se torne cada vez mais rara nos próximos anos.
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