O Irã pode enfrentar duras sanções da FIFA caso decida desistir de disputar a Copa do Mundo de 2026 em um momento em que o país enfrenta um período conturbado. Após a morte do líder supremo nos bombardeios americanos e israelenses, coincide com a eleição de uma nova liderança.
As dúvidas sobre a participação iraniana na competição surgiram após o pronunciamento do presidente da federação do país, que afirmou que o contexto atual dificulta a seleção de disputar o mundial com esperança.
"Não podemos ser obrigados a olhar para a Copa do Mundo com esperança", afirmou Mehdi Taj durante um pronunciamento.
No entanto, uma eventual desistência iraniana não seria simples, levando em consideração o estatuto da Fifa que institui que as federações-membro não podem se retirar unilateralmente de competições internacionais após já terem se classificado.
Segundo o regulamento da Fifa, o país que desistir será multado entre 275 mil e 555 mil euros, dependendo do momento em que a desistência de participar da competição aconteça. Além disso, seria um precedente raro na história do futebol.
A última vez que uma situação parecida aconteceu foi na Copa do Mundo de 1950, quando França e Índia desistiram de participar da competição por alegarem altos custos de viagem. No entanto, ambos os países não foram punidos pela FIFA.
Em 2026, a situação do Irã seria diferente da França e da Índia. O país teria que devolver todos os fundos recebidos por sua preparação e eventuais premiações. Além de poder sofrer sanções no futuro, incluindo exclusão da federação de futuras competições.
O Irã é uma das forças do futebol asiático e participou das três últimas Copas do Mundo Durante o último ciclo, os iranianos foram na contramão em relação aos últimos anos ao optar por um técnico local e, com isso, optaram por Amir Ghalenoei, que fez um ciclo seguro, que viu a seleção ficar com o primeiro lugar em sua chave e ficar com o vice-campeonato da Copa da Ásia.
Caso o Irã decida abandonar a Copa do Mundo de 2026, a vaga iraniana irá para o Iraque ou para os Emirados Árabes, as duas últimas seleções que disputaram a repescagem asiática.