Garoto de 17 anos faz golaço e Estados Unidos vencem o México

Cavan Sullivan faz o segundo gol neste 3 a 0 e quebra o recorde de mais jovem a marcar com a camisa norte-americana

4 out 2026 - 11h18
(atualizado às 11h18)
Resumo
Os Estados Unidos venceram o México por 3 a 0 no Arizona, mantendo 100% de aproveitamento na Data Fifa. O grande destaque foi Cavan Sullivan, de 17 anos, que marcou um golaço por cobertura após erro do goleiro rival e se tornou o jogador mais jovem a fazer um gol pela seleção americana. Julian Hall e Mark Tillman completaram o placar, aproveitando falhas defensivas mexicanas em um jogo marcado também pela expulsão de Chávez e que manteve o México sem vitórias sob o comando de Rafa Márquez.
Sullivan (camisa 8) em ação tentando tirar a bola de Chávez. Enquanto o americana faz golaço e entra para a história, mexicano é expulso.
Sullivan (camisa 8) em ação tentando tirar a bola de Chávez. Enquanto o americana faz golaço e entra para a história, mexicano é expulso.
Foto: Chris Coduto/Getty Images / Jogada10

Os Estados Unidos venceram o México por 3 a 0 no início da madrugada deste domingo, 4/10. O jogo, realizado no State Farm Stadium, em Glendale, no Arizona, teve como destaque o garoto Cavan Sullivan. Ele marcou o segundo gol dos americanos e tornou-se o mais jovem a balançar as redes  com a camisa norte-americana. Assim,  quebrou um recorde que havia sido estabelecido no jogo passado dos EUA (4 a 2 sobre o Chile). Além dele, marcaram Julian Hall e Tillman.

Este foi o terceiro amistoso dos Estados Unidos nesta Data Fifa. Todos terminaram com vitória: Peru (4 a 1) e Chile (4 a 2). A equipe ainda jogará mais uma vez nesta terça-feira, dia 6, contra o Canadá, novamente em território americano, em Minnesota.

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Sullivan (camisa 8) em ação tentando tirar a bola de Chávez. Enquanto o americana faz golaço e entra para a história, mexicano é expulso.
Foto: Chris Coduto/Getty Images / Jogada10

Estados Unidos larga na frente

Os americanos saíram na frente no primeiro tempo. Após boa jogada de Reyna, Rangel defendeu o cruzamento. A bola era fácil de segurar para o goleiro, mas ele a soltou nos pés de Hall, que abriu o placar.

No segundo tempo, aos 17 minutos, Cavan Sullivan, que começou como titular no time de Mauricio Pochettino, mandou de fora da área e ampliou. Mas este gol foi um tremendo presente. Os mexicanos estavam no ataque, com a bola lançada na área, em um chuveirinho. A zaga americana rechaçou e a bola voltou para o México. Novo lançamento na área? Não. O time resolveu recuar a bola, que chegou até o goleiro Rangel, que estava fora da área. Em vez de dar um chutão, tentou um passe curto. Nos pés de Sullivan. Aí, o garoto mandou bem. Dominou e, da intermediária mesmo, encobriu o goleiro. Um golaço, mas também um presente.

Golaço e falhas mexicanas

Pouco depois, aos 22 minutos, Chávez foi expulso por uma entrada em Musah. O lance mais ríspido ainda gerou quase um princípio de briga. No fim, os ânimos ficaram mais serenos. A expulsão também facilitou ainda mais a vida dos donos da casa, que ampliaram com Mark Tillman, em outro erro terrível dos mexicanos.

Uma bola foi atrasada para Del Campo, mas o zagueiro perdeu o tempo da jogada. Tillman, não. Ele entrou livre na área e bateu forte, no ângulo. Desta vez, Rangel nada poderia fazer.

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Este foi o terceiro jogo do México sob o comando de Rafa Márquez. O ex-zagueiro, de grande sucesso no Barcelona e na seleção mexicana, pela qual disputou 148 jogos e marcou 19 gols entre 1997 e 2018, assumiu a vaga de Javier Aguirre após a Copa do Mundo. Mas ainda não venceu, já que, nos outros dois jogos, somou empates com Colômbia e México (ambos por 1 a 1).

Fala, Cavan Sullivan

Ao fim da partida, Cavan Sullivan, que defende o Philadelphia Union, disse que vivia aquele que certamente ficará marcado como um dos momentos mais importantes de sua vida. Afinal, começou como titular e fez um gol histórico para ele e para a seleção.

"Eu idealizei esse momento não apenas nas últimas horas, quando soube que seria titular, mas durante toda a minha vida", acrescentou.

"Esses são os momentos com os quais você sonha quando tem três, quatro, cinco ou seis anos", disse Sullivan.

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