Ídolo histórico da Azurra, Gianluigi Buffon seguiu o mesmo caminho de Gabriele Gravina e se demitiu da Federação Italiana nesta quinta-feira (2). Ele era o chefe da delegação da Itália.
O ex-jogador Buffon se pronunciou sobre o momento crítico da Seleção e afirmou que pedir demissão foi um ato responsável.
"Apresentar minha demissão um minuto após o término da partida contra a Bósnia foi um ato impulsivo, que surgiu do fundo da minha alma. Tão espontâneo quanto as lágrimas e a dor que sinto no coração, uma dor que sei que compartilho com todos vocês. Pediram-me para esperar para que todos pudessem refletir adequadamente. Agora que o presidente Gravina decidiu renunciar, sinto-me livre para fazer o que considero ser a coisa responsável a fazer. O principal objetivo era levar a Itália de volta à Copa do Mundo. E não conseguimos isso", desabafou Buffon.
Foram quase três anos no cargo de chefe de delegação. Buffon assumiu a Itália em agosto de 2023, três dias depois de sua aposentadoria como jogador. Frustrado com a derrota para a Bósnia nos pênaltis e a ausência na Copa do Mundo, Buffon deixou a Azurra.
A crise na Itália é grande e Buffon se sente responsável por isso. Gabriele Gravina não é mais presidente da Federação Italiana de Futebol (FIGC) e o técnico Gattuso pode deixar o comando técnico.
Vale destacar que Buffon fez parte de uma geração vitoriosa. Ele foi campeão do mundo em 2006, sendo um dos destaques daquela Seleção que bateu a França de Zidane na final. Como goleiro, foram 176 partidas à frente da Itália. Trabalhando nos bastidores, ele não alcançou o mesmo sucesso.