A Fifa multou a Federação Israelense de Futebol em 165 mil euros (um pouco mais de R$ 1 milhão) por episódios recorrentes de discriminação. A entidade anunciou a punição depois de constatar recorrentes comportamentos racistas e de intolerância religiosa, principalmente direcionados a jogadores árabes, além da ausência de respostas eficazes por parte da federação local.
De acordo com a organização presidida por Gianni Infantino, a federação israelense não adotou medidas claras para conter os casos. Entre os episódios citados, estão manifestações vindas das arquibancadas da torcida do Beitar Jerusalem e conteúdos de caráter político associados a integrantes de extrema direita ligados ao Maccabi Netanya.
Em 2025, torcedores do Beitar Jerusalem invadiram um ônibus após um jogo, entoando gritos de "Vamos aniquilar a Palestina" e espancaram quatro pessoas de origem árabe, incluindo o motorista.
Além disso, a Fifa determinou que parte do valor da multa seja destinada a iniciativas de combate à discriminação. Ao mesmo tempo, a entidade obrigou a federação a promover mensagens antirracistas nos próximos jogos internacionais realizados em casa.
Porém, apesar das sanções, a Fifa rejeitou mais uma vez a possibilidade de suspender Israel de competições internacionais. A federação palestina havia solicitado anteriormente a medida, mas a Fifa não a adotou após análise.