O Grupo H da Copa do Mundo de 2026 será o ponto de partida da competição para Espanha, Uruguai, Arábia Saudita e Cabo Verde. Todos vão se enfrentar, com os dois melhores colocados se garantindo no mata-mata.
Os espanhóis largam como sendo os franco-favoritos para vencer a chave após terem feito um ciclo forte e convincente. Luis De La Fuente fez seu histórico de vencedor nas categorias de base ser traduzido na seleção principal, com a conquista da Eurocopa de 2024.
O sucessor de Luis Enrique conseguiu construir uma forte união entre a juventude de nomes como Yamal e Nico Williams com nomes estabelecidos, casos de Rodri, Cucurella e Mikel Oyarzabal, autor do gol da conquista da Eurocopa. Além de conquistar a Europa, os espanhóis também ficaram com o vice da Liga das Nações após perderem para Portugal nos pênaltis.
A campanha nas eliminatórias serviu apenas para ilustrar um ciclo forte dos espanhóis, que lideram o Grupo E e praticamente garantiram sua vaga com uma rodada de antecedência. Os números ilustram isso, com a Fúria marcando 21 gols e sofrendo apenas dois, ambos no empate com a Turquia na última rodada.
Uruguai corre por fora após ciclo de altos e baixos
O Uruguai aparece correndo por fora após ter feito um ciclo de altos e baixos sob o comando de Marcelo Bielsa, apenas o segundo estrangeiro a comandar a seleção uruguaia. O ciclo da Celeste começou sendo forte, com vitórias sobre Brasil e Argentina nas primeiras eliminatórias e um terceiro lugar na Copa América.
No entanto, logo depois da boa campanha na competição, a Celeste Olímpica viu seu ciclo desandar com os desentendimentos do técnico argentino com jogadores e com os ídolos Luisito Suárez. Após isso, os uruguaios tiveram queda brusca de rendimento somado, tendo vencido apenas dois jogos das últimas seis partidas das eliminatórias sul-americanas.
Os últimos cinco amistosos antes da Copa do Mundo também não foram bons, com a Celeste vencendo apenas duas vezes seleções mais fracas, casos de Uzbequistão e República Dominicana, e sofrendo uma goleada de 5 a 1 para os Estados Unidos. Por conta disso, El Loco Bielsa chegou sendo muito pressionado para enfrentar a Inglaterra, em Wembley, mas os uruguaios arrancaram um empate e foram superiores. Após isso, fecharam sua preparação com um empate sem gols com a Argélia.
Cabo Verde corre por fora em sua primeira Copa
Cabo Verde chega para a sua primeira Copa do Mundo já tendo feito história ao se tornar o menor país da história a se classificar para a competição. Os cabo-verdianos construíram o feito após terem feito uma grande campanha nas Eliminatórias Africanas, ficando na primeira colocação do Grupo H e mandando Camarões, uma das forças do continente, para a repescagem.
O grande trunfo dos Tubarões foi o mapeamento de sua diáspora espalhada pelo mundo, em especial em Portugal, França e Holanda. Somando a isso, também está a boa administração e condução de Bubista, que está no cargo desde 2020 e é um dos grandes responsáveis pela classificação.
Arábia Saudita vem pressionada
A Arábia Saudita não teve um bom ciclo de classificação, com uma campanha nas eliminatórias e derrotas para as outras duas forças de seu grupo: Japão e Austrália. Além disso, a seleção trocou de técnico duas vezes e teve dois interinos.
Roberto Mancini deixou a Itália para assumir a seleção saudita, mas resultados negativos na Copa da Ásia e nas eliminatórias o levaram a deixar o cargo, permitindo o retorno de Hervé Renard, que havia deixado o cargo após o Mundial de 2022 para assumir a seleção francesa feminina. No entanto, o retorno do francês não conseguiu levar os sauditas diretamente para a Copa do Mundo, e a Austrália, rival direta pela segunda colocação da chave, teve o efeito oposto: a chegada de Tony Popovic fez os australianos reagirem e garantirem a vaga.
Com isso, os sauditas foram para a primeira repescagem asiática, que tinha duas vagas, e conseguiram classificar os sauditas para o mundial, mas a classificação veio de forma sofrida por conta de os sauditas terem marcado mais gols em três jogos.
No entanto, os sauditas não venceram os últimos dois amistosos, tendo sofrido uma goleada para o Egito por 4 a 0, o que aumentou a pressão sobre o trabalho de Hervé Renard.