Deputados britânicos de diferentes partidos levantaram a possibilidade de um boicote da seleção do Reino Unido à Copa do Mundo de 2026, sediada em parte nos Estados Unidos, como resposta às recentes iniciativas diplomáticas do presidente americano, Donald Trump. A proposta foi feita no Parlamento durante debate sobre segurança no Ártico e as tensões provocadas pela intenção de Trump de tomar o controle da Groenlândia, que pertence à Dinamarca.
O parlamentar conservador Simon Hoare afirmou que Trump estaria "desrespeitando aliados" e que uma retirada do Mundial, inclusive, poderia ser uma forma de protesto político.
"Ele (Trump) tem um ego inflado e não gosta de passar vergonha. A visita do Rei Charles aos EUA deve acontecer este ano? As seleções de futebol devem jogar em estádios americanos na Copa do Mundo? São coisas que envergonhariam o presidente dentro da própria casa. Precisamos combater fogo com fogo", disse.
Outro deputado, Luke Taylor, do Partido Liberal Democrata, concordou com a ideia.
"Pergunto, aliás, ao governo se considerariam cancelar a visita do rei aos Estados Unidos e também boicotar a Copa do Mundo, para mostrar a Donald Trump que a única coisa que importa para ele é o seu próprio orgulho", afirmou.
Em busca de diálogo
Porém, a ministra britânica das Relações Exteriores, Yvette Cooper, respondeu às declarações ressaltando que o governo continuará a priorizar o diálogo diplomático com os Estados Unidos, sem adotar medidas punitivas contra o país ou a participação no evento esportivo.
Analistas políticos observam que, embora a proposta tenha gerado repercussão, sua viabilidade prática é incerta. Um boicote de seleções a um evento de grande porte como a Copa do Mundo envolveria impactos esportivos, diplomáticos e econômicos significativos. FIFA, autoridades esportivas e governos ainda não se manifestaram sobre a ideia.
Siga nosso conteúdo nas redes sociais: Bluesky, Threads, Twitter, Instagram e Facebook.