No início do ciclo sob o comando de Carlo Ancelotti, a Seleção Brasileira empatou por 1 a 1 com a Austrália, em Townsville. Com dificuldades de criação e atuações discretas de Vini Jr. e Endrick, a equipe viu Estêvão se destacar, apesar de ter um gol anulado pelo VAR. Os australianos abriram o placar após falha de Hugo Souza, mas Rayan saiu do banco para empatar de cabeça no último lance, evitando a derrota. O Brasil volta a campo contra a própria Austrália na próxima terça-feira, em Brisbane.
A Seleção Brasileira iniciou o novo ciclo sob o comando de Carlo Ancelotti com um empate por 1 a 1 diante da Austrália, nesta sexta-feira (25), no Queensland Country Bank Stadium, em Townsville. Em seu primeiro compromisso depois da Copa do Mundo, a equipe apresentou dificuldades para construir jogadas, principalmente durante a primeira etapa, e precisou esperar até o último lance para evitar uma derrota. Rayan, que saiu do banco de reservas, apareceu de cabeça para deixar tudo igual.
Ancelotti manteve a aposta em um ataque formado por Estêvão, Raphinha, Endrick e Vinícius Júnior, enquanto Matheuzinho e Vitor Reis fizeram suas estreias pela Seleção principal. Apesar da presença de quatro jogadores no setor ofensivo, o Brasil teve dificuldades para conectar o meio-campo ao ataque e encontrou uma Austrália mais agressiva na marcação durante boa parte do primeiro tempo.
A equipe brasileira também encontrou problemas para avançar com a bola desde a defesa e recorreu diversas vezes aos lançamentos longos. Estêvão chegou a marcar ainda antes do intervalo, mas o lance acabou invalidado após análise do VAR por uma falta de Bruno Guimarães na origem da jogada. Com poucas alternativas para furar a marcação adversária, Vini Jr. e Endrick tiveram participação discreta, enquanto Raphinha também não conseguiu repetir o protagonismo que vem apresentando pelo Barcelona.
O resultado dá sequência à preparação da Seleção para o novo ciclo, que terá outros dois compromissos nesta Data Fifa. O Brasil volta a enfrentar a Austrália na próxima terça-feira (29), desta vez em Brisbane, antes de encarar a Índia, no dia 3 de outubro, em Calcutá.
ATUAÇÕES DO BRASIL
Hugo Souza - 5,0
Teve pouco trabalho durante a partida, mas falhou no lance decisivo do gol australiano. A cobrança de falta de Irankunda foi bem executada, porém Hugo praticamente não reagiu e sequer se lançou na direção da bola, em um lance que poderia ter tido outra resposta do goleiro.
Matheuzinho - 6,5
Fez sua estreia pela Seleção principal e participou bastante pelo lado direito. Teve disposição para apoiar o ataque, embora tenha encontrado dificuldades para dar sequência às jogadas em alguns momentos.
Marquinhos - 7,0
Foi um dos jogadores mais seguros da defesa brasileira. Atuou com experiência na cobertura e tentou ajudar na saída de bola quando a equipe passou a trocar mais passes no segundo tempo.
Vitor Reis - 6,5
Em sua primeira partida pela Seleção principal, mostrou segurança na defesa e não comprometeu. Teve uma atuação firme diante dos atacantes australianos.
Douglas Santos - 6,5
Apareceu bastante pelo corredor esquerdo e tentou oferecer profundidade ao time. Participou da construção ofensiva, mas também teve dificuldades para encontrar espaços diante da marcação adversária.
Danilo - 6,0
Atuou à frente da defesa e ajudou na proteção do setor central. Teve participação na circulação de bola, mas o meio-campo brasileiro demorou para encontrar soluções para avançar.
Bruno Guimarães - 6,0
Teve responsabilidade na organização do meio-campo, mas não conseguiu desempenhar o ritmo esperado. Ainda teve participação no lance do gol anulado de Estevão, em uma falta marcada na origem da jogada.
Estevão - 7,0
Foi um dos jogadores mais perigosos do Brasil. Buscou receber entre as linhas, tentou acelerar as jogadas e chegou a balançar as redes no primeiro tempo, mas o gol foi anulado pelo VAR.
Raphinha - 6,5
Tentou participar da construção ofensiva e procurou aparecer pelos lados do campo. Teve dificuldades para superar a marcação australiana, mas foi decisivo no fim ao cobrar o escanteio que terminou no gol de Rayan.
Endrick - 5,0
Teve pouca participação durante a partida e ficou isolado em diversos momentos. Quando conseguiu receber a bola em condições de atacar, não encontrou espaço para finalizar com perigo.
Vinicius Júnior - 5,0
Encontrou dificuldades para participar efetivamente das ações ofensivas. Alternou os lados do campo, mas teve pouca influência na criação e não conseguiu desequilibrar diante da defesa australiana.
ENTRARAM NO SEGUNDO TEMPO
Douglas Luiz - 5,5
Entrou para dar mais força ao meio-campo e ajudou na tentativa de aumentar a presença brasileira no setor ofensivo. Teve participação discreta durante o período em que esteve em campo.
Samuel Lino - 6,0
Buscou dar velocidade ao ataque e apareceu em algumas movimentações pelo setor ofensivo. Porém, encontrou dificuldades para criar situações claras de gol.
Pedro - 5,5
Entrou para aumentar a presença brasileira no ataque e tentar oferecer uma referência na área. Participou da pressão final, mas teve poucas oportunidades para finalizar.
Jair - 6,0
Teve uma participação segura desde que entrou em campo. Ajudou a recompor o sistema defensivo durante os minutos finais, quando a Austrália passou a ser pressionada.
Mauro Júnior - 5,5
Entrou na reta final e tentou contribuir na movimentação pelo lado do campo. Teve pouco tempo para interferir diretamente no resultado.
Rayan - 7,5
Foi o responsável por evitar a derrota brasileira. Entrou no segundo tempo e apareceu no momento decisivo, marcando de cabeça no último lance da partida após cobrança de escanteio de Raphinha.
Carlo Ancelotti - 5,0
Insistiu no 4-2-4, mas o esquema voltou a não funcionar. O Brasil teve pouca criatividade no meio-campo e dificuldades para conectar defesa e ataque. As mudanças melhoraram a equipe, mas não evitaram uma atuação abaixo do esperado.