A GDA Luma aportará mais R$ 67 milhões para custear despesas do Botafogo, totalizando R$ 257 milhões investidos da meta de R$ 540 milhões para assumir o controle da SAF. Embora já exista um acordo vinculante de investimento, a compra majoritária depende de trâmites jurídicos e da diluição da fatia da Eagle Bidco, de John Textor, tema de assembleia nesta quinta-feira. Especializada na recuperação de empresas em crise financeira, a gestora mexicana visa reestruturar o clube carioca.
A GDA Luma deve investir, nas próximas semanas, mais 13 milhões de dólares (R$ 67 milhões) no Botafogo. O valor será depositado para cobrir as despesas no dia a dia. A informação é do site "ge".
A parceira do Botafogo já investiu, aliás, 50 milhões de dólares (R$ 257 mi) de um total de 105 milhões de dólares (R$ 540 mi) previstos no acordo para a empresa arrematar a SAF do Mais Tradicional.
A empresa liderada pelo mexicano Gabriel de Alba ainda não assinou um contrato vinculante para a compra do controle acionário, algo que apareceu em relatório da SAF nesta quarta (23) e causou uma certa confusão no universo preto e branco. Há, porém, "um acordo vinculante de investimentos", assinado em 5 de junho.
Além disso, o Botafogo e a GDA já elaboram uma nova versão do acordo de acionistas com seus setores jurídicos.
A GDA, aliás, só será a acionista majoritária quando o Botafogo resolver a situação atual. O social do clube detém 51% das ações, com a Eagle Bidco, do ex-controlador John Textor, com os 49% resantes.
Uma Assembleia Geral Extraordinária (AGE), marcada para esta quinta-feira (24), debaterá a possibilidade de diluir a participação da Eagle para facilitar a entrada da GDA, com a emissão de novas ações.
Sobre o interesse da GDA no Botafogo
A GDA tem como especialidade atacar "ativos podres". Em outras palavras, empresas que podem ser adquiridas por valores abaixo do mercado por conta de problemas financeiros. Mas com um alto potencial para reestruturação.
Em fevereiro deste ano, Textor, ainda à frente da SAF, conseguiu aprovar um empréstimo de 25 milhões de dólares (R$ 124 milhões) justamente da GDA, mas com juros elevados. Com a grana, o Botafogo saiu do transfer ban por conta de uma dívida com o Atlanta United (EUA) pela aquisição do meia Almada, em junho de 2024.
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