Obras das arquibancadas de Interlagos vão custar R$ 2,6 milhões a mais aos cofres da Prefeitura

Contrato aditado sofreu acréscimos de R$ 12,3 milhões e decréscimos de R$ 9,7 milhões aproximadamente; autódromo passa por ampliação de setores na reta dos boxes, S do Senna e curva do Laranjinha; Prefeitura alega que ajuste decorre de 'adequações e aperfeiçoamento dos projetos'; construtora foi procurada pelo 'Estadão'

1 out 2026 - 15h21
(atualizado às 17h07)
Resumo
As obras das arquibancadas A, D e OTC do Autódromo de Interlagos sofreram um reajuste de R$ 2,6 milhões, elevando o custo total para R$ 83,3 milhões após adequações estruturais e remanejamento de redes. A reforma prevê ampliar a capacidade para 21.577 lugares, um aumento de mais de 9 mil assentos, visando ao Grande Prêmio de Fórmula 1 em novembro. O aditivo, publicado no Diário Oficial pela Prefeitura de São Paulo, equilibra acréscimos e supressões de serviços e deve ser concluído até dezembro.

O contrato da Prefeitura de São Paulo com a Heleno & Fonseca Construtécnica S/A para a construção das novas arquibancadas A, D e OTC no Autódromo de Interlagos sofreu um reajuste de R$ 2.622.763,43, saltando de R$ 80.675.000,00 para R$ 83.297.763,43. Os novos valores foram publicados na edição desta quinta-feira, 1º, do Diário Oficial do município.

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O Autódromo de Interlagos passa por reformas para ampliação de sua capacidade de público. De acordo com a Prefeitura, as novas estruturas terão capacidade total de 21.577 lugares, 9.305 a mais que na configuração anterior. Em 2025, a Fórmula 1 reuniu, em seus três dias de Grande Prêmio, 303.627 espectadores. Os setores A, D e OTC, que passam por obras, correspondem, respectivamente, às áreas da subida da reta dos boxes, ao S do Senna e à curva do Laranjinha (Orange Tree Club, por isso OTC). A obra deve ser completamente finalizada até o mês de dezembro.

Fórmula 1 retorna a São Paulo entre 6 e 8 de novembro.
Fórmula 1 retorna a São Paulo entre 6 e 8 de novembro.
Foto: Werther Santana/Estadão / Estadão

O aditamento do acordo ocorre em face de "adequações identificadas durante a execução das obras e do aperfeiçoamento nos projetos como a construção de um subsolo e o remanejamento de redes elétricas, de esgoto e de águas pluviais, entre outras. Também foram retirados do contrato serviços que deixaram de ser necessários", segundo a Prefeitura.

Assim, descontando os serviços do projeto original que acabaram não sendo necessários e somando os custos das novas demandas exigidas no percurso, a obra teve um acréscimo de cerca de R$ 2,6 milhões em relação ao valor inicial.

A inclusão de novos serviços soma R$ 12,25 milhões (alta de 15,19% em relação ao contrato original), concentrada especialmente nas arquibancadas D (aproximadamente R$ 4,4 milhões) e OTC (cerca de R$ 5,8 milhões), decorrente de gastos complementares com terraplanagem, contenções, fundação e estruturas. Em contrapartida, a economia obtida com itens suprimidos foi de R$ 9,63 milhões (redução de 11,94%), impulsionada principalmente pela dispensa de intervenções na arquibancada A.

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  • Valor original: R$ 80.675.000,00
  • Decréscimos: R$ 9.634.121,62
  • Acréscimos: R$ 12.256.885,05
  • Valor aditado: R$ 83.297.763,43
  • Diferença: R$ 2.622.763,43

O aditamento foi aprovado em despacho feito pelo secretário municipal de infraestrutura urbana e obras, Marcos Monteiro. O Estadão também procurou a construtora para esclarecimentos e aguarda manifestação.

A Fórmula 1 desembarca na capital paulista entre os dias 6 e 8 de novembro para a realização da 20ª etapa da temporada 2026.

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