O heptacampeão Lewis Hamilton deixou a classificação para o Grande Prêmio da Austrália de 2026 com mais perguntas do que respostas. O piloto da Ferrari enfrentou problemas técnicos durante o Q2 e, além disso, demonstrou curiosidade, e certa preocupação, com a vantagem de desempenho apresentada pela Mercedes em Melbourne.
Segundo Hamilton, sua sessão foi comprometida por dificuldades relacionadas ao motor e ao sistema de deployment de energia, que afetaram diretamente sua tentativa de volta rápida. Com isso, o piloto acabou ficando fora da disputa pelas primeiras posições no grid.
Mesmo assim, o britânico destacou outro ponto que chamou atenção no sábado: a diferença de potência demonstrada pela Mercedes ao longo da volta em Albert Park. Para ele, a vantagem foi perceptível em todos os setores da pista.
“O que está claro é que eles não mostraram a potência do motor em nenhum dos treinos, por causa de toda essa conversa sobre a taxa de compressão”, afirmou Hamilton. “Eles obviamente fizeram um trabalho muito bom com o motor deles, nós também temos, mas eu quero entender por que eles estavam ganhando dois décimos ou mais apenas com potência, em cada setor.”
O piloto também mencionou as discussões que circulam no paddock sobre a possível influência da taxa de compressão do motor, uma questão que vem sendo debatido entre equipes desde a pré-temporada. Caso essa seja a origem da vantagem, Hamilton acredita que a FIA precisa esclarecer a situação.
"Então, se for realmente essa questão da compressão, eu quero entender por que a FIA ainda não fez nada, o que está sendo feito para corrigir isso”, disse. “Se não for isso e for apenas pura potência, então precisamos fazer um trabalho melhor.”
Apesar das dúvidas, Hamilton evitou fazer acusações diretas. Para o britânico, a prioridade agora é entender os dados do carro e descobrir se a diferença vista na classificação foi resultado apenas de desempenho superior da rival ou de algo que ainda precisa ser analisado mais de perto pela categoria.