Ducati aponta limitações físicas de Marc Márquez, mas destaca ritmo competitivo

Davide Tardozzi destaca que espanhol ainda sofre efeitos de lesão, mas mantém desempenho consistente

8 abr 2026 - 14h00
Foto: Reprodução / MotoGP

Na temporada de 2026 Marc Márquez tem enfrentado um grande desafio: encontrar o ponto da moto e implementar um bom ritmo. Fora de sua forma física ideal, o piloto espanhol destaca as dificuldades que vem encontrando para seguir com um bom desempenho. 

Davide Tardozzi, gerente da Ducati Lenovo Team, comentou à Sky Sports Itália sobre a condição física atual do piloto. Aos olhos de Tardozzi, o espanhol ainda não está em sua melhor forma devido ao acidente que sofreu no ano passado, na Indonésia, onde lesionou o ombro direito em um incidente com Marco Bezzecchi, ainda na primeira volta da corrida. 

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Durante o primeiro dia do GP dos Estados Unidos, Márquez sofreu uma forte queda que resultou na pausa da sessão devido à bandeira vermelha e saiu com machucados em seu antebraço direito e nas mãos. Na entrevista, Davide realçou que é visível que a lesão na Indonésia ainda traz consequências para o espanhol: 

“Tenho certeza de que ele não está totalmente em forma. Infelizmente, o acidente do ano passado ainda tem consequências, por isso ele não está em forma. É certo que o que aconteceu na sexta [em COTA], agravou o problema, mas ele ainda carrega o peso do acidente na Indonésia".

No momento atual, Márquez se encontra na quinta posição do campeonato, somando 45 pontos. Até agora, o espanhol venceu apenas a corrida sprint no Grande Prêmio do Brasil. Após o Grande Prêmio dos Estados Unidos, onde terminou em quinto lugar, Marc deixou claro em um vídeo publicado pela Ducati que a queda de seu rendimento nesta temporada deve-se a fatores conjuntos: 

“Estou com dificuldades. A moto é um problema, mas eu também sou um problema. Revi as corridas da Tailândia e do Brasil: se eu conseguir passar bem pelas três primeiras voltas, podemos disputar a vitória".

Em contrapartida, Tardozzi afirmou que apesar de não estar em seu melhor condicionamento, Marc ainda sim consegue apresentar um bom ritmo: 

“Se eu considerar a parte central da corrida, após a ultrapassagem sobre Raúl Fernández, ele se aproximou de Pecco e de Bastianini. Durante essas cinco ou seis voltas, ele ganhou oito décimos sobre Bezzecchi [líder]. Então, quando ele está bem, consegue fazer uma parte da corrida como um número um". 

Em Austin, Marc Márquez largou da sexta posição e após pagar a volta longa — imposta devido ao incidente com Di Giannantonio no sábado, durante a sprint — caiu para o décimo primeiro lugar. Apesar da dificuldade, o espanhol impôs um bom ritmo e terminou a etapa em quinto lugar após travar disputas com Raúl Fernández, Bagnaia e Bastianini. 

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