Qual o valor da camisa do Atlético-MG sem H2bet? Veja

Galo perde R$ 60 milhões fixos por ano e precisa recompor o espaço máster

4 out 2026 - 08h54
(atualizado às 08h54)
Resumo
Devido à nova restrição federal às bets, o Atlético-MG perdeu o patrocínio máster da H2bet, que garantia R$ 60 milhões fixos anuais. Embora mantenha marcas como Gerdau, MRV, BMG e Nike, o clube precisa suprir essa perda. O Governo de Minas Gerais atenuou o impacto com um aporte de R$ 15 milhões via estatais, o que cobre 25% da quantia anterior. Agora, o grande desafio comercial do Galo é buscar R$ 45 milhões adicionais por temporada no mercado para cobrir a lacuna deixada na camisa.

A saída da H2bet atinge o principal espaço comercial da camisa do Atlético-MG. A mudança ocorre após a Medida Provisória nº 1.394/2026, publicada em 25 de setembro, que restringiu a exploração e a publicidade das bets no Brasil.

Foto: Pedro Souza/ Atlético-MG
Foto: Pedro Souza/ Atlético-MG
Foto: Pedro Souza/ Atlético-MG / RTI Esporte

A Agência RTI Esporte apurou que o contrato previa R$ 60 milhões fixos por temporada, por três anos, com bônus que poderiam elevar o vínculo para mais de R$ 200 milhões. A medida afetou a principal propriedade esportiva do clube.

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Na prática, o Atlético-MG precisa encontrar uma nova fonte de receita para o espaço que representava R$ 60 milhões anuais em valor fixo. Esse é o principal número para dimensionar o impacto da saída da H2bet.

O que continua na camisa do Galo?

O Atlético-MG mantém outros parceiros comerciais, entre eles Gerdau, MRV e Banco BMG. Os contratos seguem relevantes para a composição comercial do uniforme, mas os valores atuais de cada acordo não foram divulgados publicamente.

Por isso, não há base segura para somar essas propriedades e afirmar que a camisa do Atlético vale determinada quantia sem a H2bet. O que pode ser calculado com precisão é o valor do contrato que deixou de ocupar o espaço máster.

Existe ainda uma propriedade específica avaliada em aproximadamente R$ 4 milhões por ano, em contrato válido até dezembro de 2026. O valor ajuda a dimensionar parte da carteira comercial, mas não pode ser utilizado como referência para todo o uniforme.

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Nike entra em outra conta

A Nike também deve ficar fora dessa conta. A empresa é fornecedora oficial do clube de Belo Horizonnte desde 2026, em contrato plurianual que envolve material esportivo, produtos e outras obrigações comerciais.

Não se trata de um patrocínio convencional, como o da H2bet. Por isso, incluir a Nike na soma com Gerdau, MRV e BMG representaria o valor econômico total do uniforme, e não apenas sua receita publicitária.

Governo de Minas reduz parte da perda

O Galo recebeu ainda um novo aporte comercial após a saída das casas de apostas. O Governo de Minas Gerais anunciou R$ 15 milhões em patrocínio para Atlético-MG e Cruzeiro, por meio de empresas estatais como Cemig e Codemge.

As marcas terão exposição nos uniformes dos dois clubes. No caso do Galo, o valor representa uma reposição parcial da receita perdida com a H2bet. Comparado aos R$ 60 milhões fixos por ano do antigo máster, os R$ 15 milhões equivalem a 25% desse montante.

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A diferença é de R$ 45 milhões por temporada, mas isso não representa perda líquida. O Atlético-MG mantém outras receitas e pode negociar novos espaços. O valor corresponde à diferença entre o antigo máster e o novo patrocínio anunciado pelo governo.

Afinal, quanto vale a camisa do Atlético-MG?

Sem os valores individuais atualizados de Gerdau, MRV e BMG, não é possível estabelecer uma cifra oficial para o valor total da camisa do Atlético sem a H2bet. A conta mais segura é outra: o uniforme perdeu uma propriedade que valia R$ 60 milhões fixos por ano.

Os demais patrocinadores, por exemplo, preservam parte relevante da receita comercial, enquanto o novo acordo de R$ 15 milhões com empresas do Governo do Estado de Minas recompõe uma parcela desse espaço.

Assim, para voltar ao mesmo patamar financeiro proporcionado pelo antigo máster, o Atlético precisaria encontrar aproximadamente R$ 45 milhões adicionais por temporada, além dos R$ 15 milhões já anunciados.

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O desafio comercial do Atlético-MG, portanto, não é reconstruir o valor inteiro da camisa. É substituir a propriedade mais valiosa do uniforme em um mercado que mudou de forma abrupta com a MP das Bets.

Enquanto Gerdau, MRV, BMG e Nike permanecem na estrutura comercial do clube, o espaço máster passa a ser a principal lacuna. E é justamente essa propriedade que precisará determinar quanto da receita perdida com a H2bet o Atlético conseguirá recuperar.

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