Qual é a doença da filha de Chaiany? Criança recebeu diagnóstico grave

Após sair do BBB 26, Chaiany fala pela primeira vez sobre doença da filha; nefrologista explica o que é a doença

13 abr 2026 - 17h56

Eliminada do BBB 26, Chaiany abriu o coração e emocionou os seguidores ao detalhar pela primeira vez a batalha pela vida da filha, Lara Sofia, hoje com 10 anos. A criança nasceu com hidronefrose renal, uma condição em que a urina não escoa corretamente dos rins para a bexiga, causando inchaço no órgão. Os primeiros sinais surgiram quando Lara tinha apenas um mês de vida, com crises intensas de choro, inchaço e dificuldade para urinar. "Ela ficava toda vermelha, inchada, chegava a perder o fôlego. Eu tinha 16 anos", recordou a ex-sister.

Foto: Mais Novela

A situação se agravou com o tempo, com um rim funcionando apenas 80% e outro, 14%. Com apenas oito meses de vida, Lara já estava na lista de cirurgia do Hospital de Base. "Desenganaram muito ela. O caso dela era muito sério. Diziam que ela podia morrer. Eu ajoelhava no chão daquele hospital e orava tanto para Deus, pedindo pela vida da minha filha", desabafou. A virada veio quando Lara foi transferida para o Hospital da Criança de Brasília. Atualmente, ela vive com apenas um rim e leva uma vida normal, embora exija cuidados constantes.

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Para entender melhor a condição, a médica nefrologista Renata Asnis Schuchmann, doutoranda em Ciências Médicas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, explica que a hidronefrose ocorre quando há falha no escoamento da urina. "A hidronefrose ocorre quando a urina não consegue escoar adequadamente dos rins até a bexiga, levando ao seu acúmulo e, consequentemente, à dilatação do rim, como se ele 'inchasse'. As causas mais comuns incluem cálculos renais, aumento da próstata nos homens, tumores, infecções, malformações do trato urinário, mais frequentes em crianças, e até alterações durante a gestação, quando o útero pode comprimir os canais urinários, caracterizando uma hidronefrose fisiológica", detalha.

Um dos aspectos mais perigosos da doença é justamente o silêncio com que ela costuma se instalar. "Ao contrário do que muitos imaginam, a hidronefrose pode não apresentar sintomas nas fases iniciais. Isso acontece porque, em alguns casos, o bloqueio é lento e progressivo, permitindo que o organismo se adapte. Assim, a pessoa pode não sentir dor nem perceber alterações urinárias, e o diagnóstico acaba sendo feito de forma incidental em exames de rotina, como o ultrassom", alerta a especialista.

Por isso, a médica reforça que a ausência de sintomas não deve ser confundida com ausência de risco. "Mesmo na ausência de sintomas, a hidronefrose exige atenção. Quando não tratada, pode comprometer a função renal ao longo do tempo. Por isso, o diagnóstico precoce é fundamental para evitar danos permanentes e garantir melhores desfechos para o paciente", conclui Renata.

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