A eliminação de Chaiany não foi surpresa. O que chamou a atenção foram os 61,07% de votos, bem mais do que a soma dos índices recebidos por Marciele e Juliano.
O número confirma o ranço do público. Três questões pesaram contra a participante: a narrativa forçada de pobreza, o rompimento dela com a favorita Ana Paula Renault (influenciada especialmente por Babu) e a falta de clareza de seu jogo (oscilando entre os grupos rivais).
Os fãs do ‘Big Brother Brasil’ preferem um vilão com coragem de assumir suas posições do que um jogador em cima do muro por medo de se comprometer.
Propositalmente ou não, Chaiany exagerou na postura vitimista. No começo, parecia a fragilidade autêntica de uma mulher insegura. Depois, passou a impressão de estratégia para sensibilizar a casa e os votantes de fora.
Caso não tivesse se perdido no meio da disputa, ela estaria garantida no Top 3. Chegou a ser apontada como a única competidora capaz de ameaçar a vitória de Ana Paula Renault.
Até antes da mudança de comportamento, Chaiany demonstrou um carisma irresistível. Era risonha, tinha autoironia, fez desabafos sobre dores emocionais que levaram milhões de pessoas a se identificarem com ela.
A partir do momento que passou a ver Ana Paula como rival, parou de sorrir, adorou um discurso de perseguição, o brilho sumiu. Ficou irreconhecível. O público se decepcionou. Perdeu centenas de milhares de seguidores no Instagram.
O que será de Chaiany no pós-BBB? Provavelmente, conseguirá se firmar como influenciadora.
Recebeu um valioso primeiro apoio: a promessa de receber cosméticos de Virginia Fonseca. Um ótimo começo para produzir conteúdo na área de beleza e atrair o interesse de outras marcas.