Foram necessários 30 anos para que William Bonner pisasse na sede do SBT, em Osasco (SP), a fim de receber o Troféu Imprensa. Aliás, 33 troféus acumulados.
Por que tanto tempo?
Enquanto foi âncora e editor-chefe do Jornal Nacional, o apresentador seguiu a regra da Globo, que raramente libera seus jornalistas para aparecer em outros canais.
Essa proibição era ainda mais rígida na década de 1990 e no início dos anos 2000, quando a emissora de Silvio Santos tinha o objetivo declarado de tirar da concorrente a liderança no Ibope.
Nos últimos tempos, a relação das duas redes de TV ficou mais amistosa. Mas Bonner manteve a decisão de não participar de quase nenhum programa de entretenimento, mesmo os da Globo.
Essa postura mudou ao sair da bancada do JN em novembro de 2025 e se transferir para o Globo Repórter, onde pode ser mais descontraído diante das câmeras.
No caso de Luciano Huck, ele aceitou ir ao Troféu Imprensa deste ano para retribuir a visita que recebeu das irmãs Patrícia Abravanel e Daniela Abravanel Beyruti no Domingão em dezembro de 2024.
Naquela ocasião, o apresentador aproveitou a premiação Melhores do Ano para fazer uma homenagem a Silvio Santos, que havia morrido quatro meses antes.
Hoje, a relação da direção da Globo e da cúpula do SBT é amistosa, com mútua colaboração. Resultado da interação entre seus artistas e pelo fato de o canal paulista já não representar nenhuma ameaça à audiência da TV líder.
Por isso, outras estrelas globais, como Ana Maria Braga e Sandra Annenberg, também foram liberadas para participar desta edição do Troféu Imprensa.