Paulo Vieira escancara mal-estar após sabatina de Flávio Bolsonaro na Globo

O humorista Paulo Vieira criticou publicamente a condução da sabatina de Flávio Bolsonaro pelos jornalistas Cesar Tralli e Renata Vasconcellos, exibida na sexta-feira (28) na Globo. Para ele, faltaram interrupções e contraposições diante de falas do candidato durante a entrevista. O comentário circulou nas redes sociais logo após a exibição do programa. O que incomodou […]

31 ago 2026 - 14h38
Resumo
O humorista Paulo Vieira criticou publicamente a sabatina da Globo com Flávio Bolsonaro, conduzida por Cesar Tralli e Renata Vasconcellos, alegando que a falta de contrapontos a declarações falsas presta um desserviço ao público. Ele também apontou omissões importantes na entrevista anterior com o presidente Lula, reforçando o descontentamento geral com o tom da série de sabatinas, cuja repercussão negativa já definiu a substituição dos apresentadores por Renata Lo Prete em um eventual segundo turno.

O humorista Paulo Vieira criticou publicamente a condução da sabatina de Flávio Bolsonaro pelos jornalistas Cesar Tralli e Renata Vasconcellos, exibida na sexta-feira (28) na Globo.

Paulo Vieira criticou sabatina de Flávio Bolsonaro na Globo. (Imagem: Manoella Melo / Globo)
Paulo Vieira criticou sabatina de Flávio Bolsonaro na Globo. (Imagem: Manoella Melo / Globo)
Foto: RD1 / RD1

Para ele, faltaram interrupções e contraposições diante de falas do candidato durante a entrevista.

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O comentário circulou nas redes sociais logo após a exibição do programa.

O que incomodou Paulo Vieira

Segundo o humorista, ao entrevistar alguém que considera estar mentindo, o entrevistador precisa interromper a fala e apresentar a informação correta no mesmo momento.

Caso contrário, a entrevista vira, em suas palavras, um desserviço.

Ele apontou como exemplo o momento em que Flávio Bolsonaro comentou recursos de origem questionada.

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Além disso, comparou a situação a outro mecanismo de financiamento cultural, sem que os apresentadores fizessem qualquer contraponto imediato.

Para Paulo Vieira, esse tipo de silêncio equivale a validar a fala do entrevistado perante o público.

A crítica de Paulo Vieira também à sabatina de Lula

O humorista também comentou a entrevista de Lula, exibida um dia antes, questionando por que os jornalistas não perguntaram ao presidente sobre soberania nacional e o chamado tarifaço.

A observação reforça que a crítica de Paulo Vieira não se limitou a uma única sabatina, mas ao formato como um todo ao longo da série de entrevistas.

Ao questionar a ausência de perguntas sobre temas como soberania nacional, o humorista sugere que a condução das entrevistas pode ter deixado de fora questões consideradas centrais no debate público atual.

O contexto da série de sabatinas

As entrevistas fazem parte de uma rodada com os seis candidatos mais bem colocados na pesquisa Quaest de 14 de agosto, conduzida por Tralli e Vasconcellos no primeiro turno.

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Desde as primeiras edições, a condução da dupla já vinha sendo alvo de críticas de outros comentaristas e internautas.

Os motivos seriam por conta do tom das perguntas e da forma como lidaram com respostas polêmicas dos entrevistados.

Essas críticas anteriores já haviam motivado a decisão, anunciada antes mesmo do início da série, de que um eventual segundo turno seria conduzido por outra jornalista, Renata Lo Prete.

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