Globo volta a 'ressuscitar' Odete Roitman em novela

O personagem icônico de Debora Bloch vai voltar em produção da Globo

24 jan 2026 - 20h10
(atualizado às 22h35)
Globo resolve 'ressuscitar' novamente Odete Roitman em novela
Globo resolve 'ressuscitar' novamente Odete Roitman em novela
Foto: Mais Novela

O universo da teledramaturgia brasileira segue se reinventando, e a Globo aposta novamente em formatos que dialogam com o consumo rápido de conteúdo no ambiente digital. A emissora decidiu ampliar o alcance do remake de Vale Tudo, explorando a força de um de seus personagens mais emblemáticos: a icônica vilã Odete Roitman, vivida por Debora Bloch.

Além de marcar presença no desfecho da obra escrita por Manuela Dias, a personagem ganhará destaque em um projeto pensado exclusivamente para o público que assiste pelo celular, com foco direto na dinâmica entre a empresária e Maria de Fátima, interpretada por Bella Campos.

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De acordo com a colunista Anna Luiza Santiago, do jornal O Globo, a produção contará com 65 capítulos e não trará cenas inéditas, funcionando como um recorte narrativo do material já exibido. A previsão de lançamento é para o dia 10 de fevereiro.

A iniciativa não surge de forma isolada: a emissora já testou esse tipo de adaptação com títulos como Verdades Secretas, Terra e Paixão, Vai na Fé e A Força do Querer, ampliando a vida útil de suas novelas em plataformas digitais.

A força do consumo vertical no entretenimento

O avanço do formato vertical deixou de ser apenas uma curiosidade e passou a ocupar um espaço estratégico na indústria em 2025. Segundo o especialista em creator economy Caio Dominguez, CEO da LOI, mais de 70% do conteúdo consumido no Brasil já segue esse padrão, impulsionado por microdramas de curta duração. Para ele, "Mais do que uma fusão com os formatos tradicionais, o que está acontecendo é a criação de novas formas de você se comunicar com a comunidade, de você interagir com o público final, que é o que realmente interessa".

A avaliação aponta que o público brasileiro reúne dois fatores decisivos: o hábito intenso de uso das redes sociais e uma longa relação com as novelas. Essa combinação favorece experiências mais ágeis, interativas e adaptadas ao cotidiano mobile, sinalizando um novo capítulo para a dramaturgia nacional.

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