Nenhuma empresa de pesquisa eleitoral acertou o resultado da eleição presidencial de 2026.
Os levantamentos divulgados no sábado (24), véspera da ida às urnas, apontaram a vitória de Flávio Bolsonaro (PL).
Em seu último levantamento para a Globo, a Quaest registrou o senador com 51% e Lula (PT) com 49% dos votos válidos.
Na apuração oficial, o petista terminou com 51,79%, contra 48,21% do candidato da direita.
A diferença entre o percentual atribuído ao presidente pela pesquisa e o resultado oficial foi de 2,79 pontos percentuais, acima da margem de erro de dois pontos.
O mesmo desvio ocorreu em sentido contrário no caso de Flávio Bolsonaro.
Além de inverter o vencedor, o levantamento não indicou a virada do petista. Houve equívocos também nas estimativas do primeiro turno.
Ainda que os institutos argumentem que a pesquisa é uma “fotografia do momento” e não uma antecipação de resultado, chama atenção a disparidade em relação aos índices finais.
Fica a impressão de que, nos telejornais e programas de debates, gastou-se tempo excessivo dos apresentadores, comentaristas e do público na análise de números meramente especulativos.
O episódio reforça a necessidade de discutir não apenas os dados das pesquisas, mas também os limites dos levantamentos e o espaço que devem ocupar na cobertura eleitoral.
Segundo a coluna apurou, o Grupo Globo contratou onze pesquisas para presidente. Pagou em média R$ 338.178,00 por cada uma. Um levantamento com abrangência maior de entrevistados custou R$ 570.108,00.