A psicologia confirma: as pessoas que sorriem quando alguém comete um erro não são más; trata-se de uma reação automática ligada à comparação social e ao alívio do status

Hábito de rir durante falha de outras pessoas não significa maldade para a psicologia; entenda

18 set 2026 - 18h57
(atualizado em 19/9/2026 às 00h04)
Resumo
Sorrir diante de gafes ou erros alheios não reflete maldade, mas uma reação psicológica automática e involuntária. Esse fenômeno, associado ao conceito de schadenfreude, traduz um alívio ou prazer espontâneo ligado à comparação social e à avaliação do próprio status em um grupo. De acordo com a psicologia, trata-se de um mecanismo comum que escapa ao controle consciente, funcionando como um reflexo de como nos posicionamos no mundo em relação aos outros.
A saudosa Nair Bello era uma pessoa que ria com naturalidade na maioria das ocasiões.
A saudosa Nair Bello era uma pessoa que ria com naturalidade na maioria das ocasiões.
Foto: Divulgação/TV Globo / Purepeople

Quem nunca segurou o riso diante de alguém que tropeçou, falou alguma coisa errada ou passou por uma situação inesperada

A reação pode parecer cruel à primeira vista, mas a psicologia mostra que existe uma explicação bem mais complexa por trás daquele sorriso que surge quase sem pedir licença. 

Publicidade

Até a saudosa atriz Nair Bello já contou uma situação curiosa que ajuda a entender esse comportamento. Em uma participação no extinto 'Programa do Jô', a veterana revelou que não conseguiu controlar o riso durante um velório após uma gafe entre as pessoas presentes.

Segundo ela, a reação simplesmente aconteceu de forma espontânea, sem que tivesse planejado ou desejado rir naquele momento.

A história, que pode causar estranhamento, mostra como determinadas respostas emocionais nem sempre estão completamente sob nosso controle. 

De acordo com a psicóloga Olga Albaladejo, em entrevista ao Cuerpomente, rir ou sentir satisfação diante do erro, do azar ou de uma situação negativa vivida por outra pessoa é mais comum do que imaginamos. 

Publicidade

Existe, inclusive, uma palavra em alemão para descrever esse sentimento: schadenfreude, que pode ser entendido como o prazer, a satisfação ou até o alívio que uma pessoa sente diante do infortúnio alheio.

A comparação com outras pessoas explica o sentimento

Olga Albaladejo explica que o nosso lugar no mundo também pode ser determinado por avaliações que fazemos em ambientes em que estamos inseridos, como família, amizades, trabalho e outros grupos.

É nesse contexto q...

Veja mais

Matérias relacionadas

A psicologia confirma: pessoas que não parabenizam alguém por suas conquistas não são invejosas, mas apresentam uma reação silenciosa de autoproteção emocional

Publicidade

Os especialistas em psicologia são unânimes quando se trata de voltar com seu ex: 'Não volte só porque está entediado ou porque tem medo de não encontrar mais ninguém'

A psicologia diz que pessoas de verdadeira classe não demonstram gentileza para impressionar os outros: são gentis no estacionamento, supermercado e ao ligar para o SAC, porque seu caráter não muda

A Psicologia afirma que as pessoas que não se importam com o que os outros pensam não são frias nem distantes, mas que se trata de uma mudança mais profunda

A psicologia diz que as pessoas mais solitárias na vida geralmente não são os marginalizados: são aquelas sempre disponíveis, que todos apreciam, mas para quem ninguém liga

Publicidade
Curtiu? Fique por dentro das principais notícias através do nosso ZAP
Inscreva-se