TMDQA! Entrevista: Spiritbox detalha retorno ao Brasil e como os fãs locais elevaram a banda ao status de "rockstars"

Vocalista detalha o processo criativo de Tsunami Sea e celebra a devoção dos fãs brasileiros antes de show histórico em São Paulo O post TMDQA! Entrevista: Spiritbox detalha retorno ao Brasil e como os fãs locais elevaram a banda ao status de "rockstars" apareceu primeiro em TMDQA!.

16 abr 2026 - 15h41
(atualizado às 15h50)
Foto por Alex Bemis
Foto por Alex Bemis
Foto: Tenho Mais Discos Que Amigos!

Pouco mais de um ano após sua estreia avassaladora em solo brasileiro, o Spiritbox está pronto para elevar o nível do jogo. Um dos nomes mais viscerais e inovadores do metal moderno, a banda canadense retorna ao país em 2026 para mais uma apresentação histórica no Allianz Parque, desta vez dividindo o palco com ninguém menos que o Korn.

A última passagem do grupo por aqui, em 2024 ao lado do Bring Me The Horizon, deixou uma marca profunda. Naquela noite, o público brasileiro provou por que é considerado um dos mais apaixonados do mundo, transformando uma banda de abertura em protagonistas absolutos. Agora, o quarteto liderado por Courtney LaPlante volta com a bagagem cheia: trazem na bagagem o ambicioso Tsunami Sea, álbum que consolida a transição da banda de uma promessa "sob pressão" para uma força criativa madura e independente.

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Em entrevista exclusiva ao TMDQA!, Courtney mergulha nas profundezas do último disco, reflete sobre a evolução de sua técnica vocal após deixar os empregos convencionais para trás e projeta como a atmosfera densa e cinematográfica de suas novas composições vai ocupar a vastidão de um estádio de futebol.

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Spiritbox no Brasil

Ao lado de lendas como o Korn e potências como Seven Hours After Violet e Black Pantera, o Spiritbox é parte fundamental da engrenagem que mantém o metal pulsante e relevante para as novas gerações. A apresentação no Allianz Parque promete ser um encontro de eras, unindo as texturas cruas dos anos 90 com a experimentação psicodélica e pesada que a banda de Courtney domina como poucos.

Se você ainda não garantiu o seu ingresso para esse encontro monumental, não vacila e clica aqui! Vale lembrar que o TMDQA! segue acompanhando de perto os passos dessa nova era do metal e é media partner do evento, realizado pela 30e. Nos vemos na grade!

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TMDQA! Entrevista Spiritbox (Courtney LaPlante)

TMDQA!: Courtney, estou muito feliz em falar contigo, é uma honra! Você descreveu Tsunami Sea como o disco "irmão" do Eternal Blue. Se o Eternal Blue representou o nascimento de uma identidade sob pressão, que tipo de "adulto" o som do Spiritbox se tornou agora que vocês têm o luxo de tempo e dedicação total?

Courtney LaPlante: Este álbum representa nossa capacidade de colocar em palavras e música a percepção de que o lugar que nos fazia sentir tão isolados - a Ilha literal e figurativa - não é tão fácil de deixar para trás. Nós sempre acabamos voltando, o que sempre trará de volta aqueles sentimentos originais de isolamento e derrota. Eu faria essa música de qualquer maneira, eu acho - nunca saberei ao certo -, mas é bom ter o privilégio do apoio agora, da nossa equipe e dos nossos fãs.

É muito bom ter pessoas que acreditam em você o suficiente para que você possa fazer isso em tempo integral.

TMDQA!: O título Tsunami Sea sugere algo avassalador. Em termos de composição, qual foi o momento "calmaria antes da tempestade" que mais te aterrorizou ou te empolgou durante as sessões com o Dan Braunstein?

Courtney LaPlante: Trabalhar com o Dan é muito natural; ele começou mixando os EPs da nossa banda e acabou querendo nos ajudar produzindo. Ele foi uma das primeiras pessoas a acreditar na nossa escrita, então, eu não me senti dessa forma.

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A calmaria e a tempestade de que falo na Ilha e no mar são mentais; é uma maneira de eu expressar as coisas que sinto lá no fundo e que não consigo colocar em palavras simples, mas que me ajudam a falar claramente comigo mesma.

TMDQA!: Courtney, em faixas como "Soft Spine", parece que você não está apenas cantando; você está "regendo" a intensidade dos riffs. Como seu controle vocal evoluiu agora que você não precisa mais dividir sua energia mental com um emprego convencional?

Courtney LaPlante: Obrigada, esse é um elogio muito legal! Não há substituto para a prática, ensaios e turnês. Eu tenho uma treinadora vocal incrível agora, a Kim Chandler, que me acompanha durante as turnês.

Você só precisa aprender o que funciona melhor para a sua voz, momento a momento, e assim pode entregar o seu melhor show!

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TMDQA!: Vocês estiveram aqui em 2024 com o Bring Me The Horizon. O que o público brasileiro "ensinou" à banda naquela noite que vocês planejam levar para a apresentação de 2026 no Allianz Parque?

Courtney LaPlante: Nós ainda não conseguimos parar de falar sobre aquele show! Os fãs brasileiros são as pessoas mais divertidas, barulhentas e, ainda assim, extremamente respeitosas para quem já tocamos.

Mesmo sendo uma banda de abertura, vocês nos fizeram sentir como rockstars lá em cima. Eu nunca vi fãs de música assim; parece que todo mundo tira um tempo para aprender todas as letras e celebrar com qualquer banda que esteja tocando.

TMDQA!: O Korn moldou o metal nos anos 90 com texturas únicas e uma vulnerabilidade crua. O Spiritbox faz algo semelhante para a geração atual. Esta turnê parece uma "passagem de bastão" para vocês ou mais como uma conversa entre duas eras que usam a música pesada para expressar emoções viscerais?

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Courtney LaPlante: Acho que nunca pensei dessa forma; esses seriam "tênis da Adidas" muito grandes para se calçar. Nós apenas os vemos como o exemplo perfeito de pessoas que amam fazer música, tocar música e que superaram muita coisa para estarem no topo.

Nossa banda não existiria sem eles, já que, como muitos músicos, o Michael foi inspirado pelo jeito que eles tocam guitarra para começar a tocar também. É como se eles estivessem dando uma grande festa para os fãs e nós tivéssemos a chance de fazer parte dela.

TMDQA!: Tocar em um Allianz Parque lotado é um desafio diferente de um clube ou um festival pequeno. Como vocês estão adaptando o design de som e a atmosfera de Tsunami Sea para garantir que ele não se perca na vastidão de um estádio de futebol?

Courtney LaPlante: Aprendemos muito sobre som ao vivo e tivemos o privilégio de tocar em arenas e estádios, cada vez aprendemos algo novo. Somos sempre apaixonados por todo o trabalho duro envolvido na parte técnica para soar bem ao vivo, e os engenheiros de áudio que viajam conosco sentem o mesmo!

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Vamos tocar algumas músicas do Eternal Blue que sentimos falta de tocar, e eu quero que nosso show seja divertido e energético do começo ao fim nesta turnê.

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TMDQA!: O remix de "Cobra" provou que o Spiritbox não tem medo de quebrar barreiras de gênero. Existe algum elemento em Tsunami Sea que foi diretamente influenciado por essas colaborações fora do universo do metal?

Courtney LaPlante: Talvez não nas colaborações especificamente, mas, no geral, sempre nos inspiramos em outros gêneros. Existem tantos artistas que nos inspiram de formas grandes e pequenas, o que sempre moldará, consciente ou inconscientemente, a nossa sonoridade.

TMDQA!: Se Tsunami Sea fosse uma instalação de arte em São Paulo, como ela seria fisicamente? Quais cores e texturas o público sentiria antes mesmo de ouvir a primeira nota?

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Courtney LaPlante: Seria sombrio e assustador, e soaria como o "Nada" do filme A História Sem Fim. Seria um navio gigante balançando em um oceano tempestuoso, a água ao redor seria profunda e cheia de algo desconhecido e assustador, mas você sentiria vontade de mergulhar e flutuar até o fundo… As pessoas se sentiriam com frio e desorientadas, mas haveria um pouco de luz e calor na saída, para conforto. Terminaria com a sensação de uma chuva leve e um arco-íris.

TMDQA!: Para encerrar: estou representando um site chamado "Tenho Mais Discos Que Amigos!". Eu adoraria saber se vocês também consideram que têm mais discos do que amigos e, para finalizar, por favor, me digam 5 álbuns que mudaram suas vidas e por quê.

Courtney LaPlante: Eu não tenho muitos discos, esse é um hobby novo para mim. Por enquanto, estou procurando por aqueles que já amo e depois gostaria de começar a garimpar coisas vintage para encontrar discos mais obscuros, para inspiração.

Eu teria que pensar muito bem na resposta sobre os cinco discos, acho que não consigo nomear todos agora!

TMDQA!: Courtney, mais uma vez, obrigado pela oportunidade, nos vemos em São Paulo!

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Courtney LaPlante: Nos vemos em breve! Prometemos que nunca daremos como garantido o apoio que vocês nos dão!

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