Bono revelou que Ed Sheeran pediu para evitar conotações políticas na parceria "Yours Eternally", inspirada na guerra da Ucrânia. O líder do U2 defendeu o direito do colega de manter uma postura neutra, citando também a recente exclusão de Macklemore da turnê de Sheeran após manifestações pró-Palestina. Embora respeite a escolha individual de Sheeran em se blindar de pressões externas, Bono ressaltou que tal postura apolítica seria incompatível com a própria história engajada do U2.
O vocalista do U2, Bono, revelou que o cantor Ed Sheeran expressou a ele o desejo de evitar declarações políticas durante a colaboração na canção Yours Eternally.
A música, lançada no início deste ano, é concebida como uma carta de um soldado ucraniano na linha de frente para casa, em meio ao conflito com a Rússia.
Bono recordou que, ao ser informado de que o soldado em questão era fã de sua música, Sheeran teria respondido: "Sim, mas eu só quero manter a minha coisa livre".
Em entrevista à Rolling Stone UK, Bono abordou o recente incidente envolvendo Macklemore, que foi retirado da turnê Loop de Sheeran após um discurso pró-Palestina em um show no MetLife Stadium, em Nova Jersey. "
O cantor do U2 citou o músico Brian Eno, que comparou estrelas pop a "peixinhos num vasto oceano de forças imensas, religião e política". Sobre a postura apolítica de Ed Sheeran, Bono enfatizou que "você não pode ficar intimidando as pessoas", sugerindo que a escolha de um artista é pessoal.
, corroborou a perspectiva, afirmando que artistas têm o direito de escolher se engajam ou não em questões políticas, e que não cabe a terceiros criticar essa decisão. Ele destacou a independência artística em relação a influências externas.
também comentou a situação do promotor de shows Robert Kraft, que foi criticado por supostamente proibir Macklemore e por encorajar outros donos de casas de shows a fazerem o mesmo. Kraft se defendeu e doou, junto com Ed Sheeran, milhões em ajuda humanitária.
O baterista do U2 reiterou a posição da banda de jamais ceder a exigências de "promotores ou donos bilionários". "
concluiu sua fala com uma observação sobre a integridade artística. "Já conversamos sobre isso, e se você aplicasse essa lógica ao U2, teríamos falido no domingo, o Domingo Sangrento", referindo-se à histórica canção da banda sobre o conflito na Irlanda do Norte.