Com prog metal, Mourning Sky faz mergulho brutal nas crises da mente e entrega EP de estreia 'Life.Death.Love'

Uma celebração da vida, da morte e do amor embalam e constrói o disco de estreia da banda paulista que acaba de ser disponibilizado nas plataformas digitais

14 abr 2026 - 15h08
(atualizado às 15h35)
Com prog metal, Mourning Sky faz mergulho brutal nas crises da mente e entrega EP de estreia ‘Life.Death.Love’
Com prog metal, Mourning Sky faz mergulho brutal nas crises da mente e entrega EP de estreia ‘Life.Death.Love’
Foto: The Music Journal

Com quatro faixas, o novo trabalho do Mourning Sky parte de experiências reais do vocalista e guitarrista Rafael Tomatti para explorar a saúde mental masculina sem filtro. Aqui, o colapso é o ponto de partida.

Um trabalho nascido de estados em que ansiedade, depressão e inadequação deixam de ser abstração e passam a moldar a percepção da realidade. É o tipo de travessia que muitos reconhecem e poucos conseguem verbalizar.

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As músicas do Mourning Sky partem de uma leitura de mundo marcada por pressão, desgaste e sensação de derrota, mas não param aí. Life.Death.Love não é um pedido de socorro, é um pedido de reação, de enfrentamento, transformando experiência individual em chamado coletivo para que um cuide do outro.

Musicalmente, a banda constrói sua identidade dialogando com nomes como Deftones, Tesseract, Karnivool e Tool.

A origem de Life.Death.Love remonta à primeira crise de ansiedade de Tomatti, há cerca de dez anos. A partir dali, a música deixou de ser só expressão para ser ferramenta de elaboração. O que antes eram ideias soltas ganhou direção: falar sobre fragilidade — especialmente entre homens — sem recorrer ao silêncio, o mais comum, ou à romantização da dor.

Life.Death.Love nasce desse processo. Um registro de quem encara a própria mente como campo de batalha e se recusa a aceitar o colapso como ponto final.

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O Mourning Sky se destaca pela forma como trata a saúde mental sob a ótica masculina dentro do rock pesado. Em um cenário onde vulnerabilidade ainda é frequentemente confundida com fraqueza, a banda propõe o oposto: expor o desconforto, nomear o que pesa, atravessar o que adoece e ressignificar.

Não há catarse vazia aqui. Há consciência de que o silêncio também cobra seu preço — e que romper com ele é um movimento de resistência e uma proposta crua e direta, com um disco que chama para o olhar interno, o auto-entendimento e faz um alerta para a autopreservação.

O origem do nome Mourning Sky

Morning Sky surge sob o nome Turing, em 2015, com as primeiras composições tomando forma em 2017. Agora, a banda assume uma proposta mais definida. O nome, algo como "céu de luto", carrega a ideia de que, mesmo nos cenários mais densos, ainda existe algo no horizonte como possibilidade.

A formação reúne Rafael Tomatti (voz e guitarra), Brunno Marques (bateria), Nayam Hanashiro (guitarra) e Danilo Viana (baixo).

Os instrumentais de Life.Death.Love foram gravados no Estúdios Everest (SP), com engenharia de Thiago Baggio — vencedor de três Grammys Latino e dois Prêmios Profissionais da Música — e produção de Guilherme Real. As vozes foram registradas no Audio Fusion Bureau Studio, com mixagem e masterização por Rafael Zeferino.

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Entre os destaques, a faixa Into Your Shoes aborda como a depressão se infiltra no cotidiano e tensiona a experiência de quem a enfrenta. A faixa foi lançada como single abrindo os trabalhos do EP.

Confira:

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