Uma discussão envolvendo Ed Motta em um restaurante sofisticado da zona sul do Rio de Janeiro acabou se transformando em um dos assuntos mais comentados do entretenimento nos últimos dias.
O episódio aconteceu no restaurante Grado, no Jardim Botânico, e ganhou enorme repercussão após relatos divulgados pelos proprietários do estabelecimento e pela imprensa.
De acordo com informações divulgadas pelos proprietários do restaurante, a tensão teria começado após a cobrança da chamada taxa de rolha, valor normalmente aplicado quando clientes levam vinhos de fora para consumir no local. Segundo o comunicado assinado pelo chef Nello Garaventa e sua esposa, Lara Atamian, a negativa em conceder a cortesia provocou um forte desentendimento.
Na nota, os empresários afirmaram que Ed Motta estava acompanhado de Diogo Coutinho do Couto, dono dos restaurantes Escama e Henriqueta, além de outro homem apontado como primo do cantor. Ainda segundo o relato dos donos do estabelecimento, o grupo teria protagonizado episódios de intimidação, agressividade e comportamento considerado discriminatório diante de funcionários e clientes presentes.
O comunicado também menciona um episódio envolvendo o arremesso de uma cadeira contra um garçom que estaria de costas no momento da confusão. Além disso, os proprietários relataram que um esbarrão provocado pelo artista em uma cliente acabou derrubando objetos e ampliando o clima de tensão dentro do restaurante.
Ed Motta admitiu excesso
Em entrevista concedida ao jornal O Globo na quarta-feira (6), Ed Motta reconheceu que perdeu o controle durante a discussão. Apesar disso, o cantor rebateu parte das acusações apresentadas pelo restaurante e negou ter atacado funcionários do local.
"Eu estava bêbado e me descontrolei", afirmou o músico.
Segundo o artista, a cadeira mencionada nos relatos teria sido lançada ao chão em um momento de irritação, mas não na direção de nenhuma pessoa. O cantor também declarou que as imagens das câmeras de segurança podem esclarecer a dinâmica real do episódio.
A fala rapidamente repercutiu nas redes sociais, principalmente porque poucos artistas costumam admitir publicamente episódios de perda de controle envolvendo consumo de álcool. O caso dividiu opiniões entre seguidores que criticaram a postura do cantor e outros que apontaram exagero nas acusações divulgadas.
Ao comentar o motivo da irritação, Ed Motta afirmou que frequenta o restaurante há muitos anos e que nunca havia enfrentado cobrança relacionada à taxa de rolha. Segundo ele, o comportamento de um funcionário durante a conversa aumentou ainda mais o desconforto e contribuiu para o clima de tensão.
O cantor contou ainda que deixou o local antes que a situação se agravasse ainda mais entre os clientes presentes no restaurante. Mesmo após sua saída, segundo sua versão, amigos que permaneceram no ambiente tentaram pedir desculpas a pessoas que estavam em mesas próximas.
No entanto, de acordo com o músico, novas discussões teriam surgido posteriormente dentro do estabelecimento. O episódio passou então a envolver acusações ainda mais delicadas relacionadas a preconceito.
Durante o relato apresentado à imprensa, Ed Motta afirmou que integrantes de seu grupo teriam sido alvo de ataques homofóbicos e xenofóbicos após o desentendimento principal.
Segundo o cantor, um de seus amigos foi chamado de "viado" durante a confusão e também recebeu ofensas relacionadas à sua origem. Até o momento, o restaurante não comentou publicamente essas acusações feitas pelo artista.
A ausência de uma resposta oficial sobre esse ponto específico fez o debate crescer ainda mais nas redes sociais, onde usuários passaram a discutir não apenas a conduta do cantor, mas também questões envolvendo discriminação em ambientes públicos.