A briga judicial que envolve Bad Bunny e sua namorada

Disputa judicial inclui áudio icônico e a ascensão meteórica do astro porto-riquenho

13 jul 2026 - 14h01
A briga judicial que envolve Bad Bunny e sua namorada
A briga judicial que envolve Bad Bunny e sua namorada
Foto: The Music Journal

A saga judicial entre Bad Bunny e sua ex-namorada, Carliz De La Cruz Hernández, adiciona um novo capítulo explosivo ao cenário do entretenimento.

O centro da disputa? Um áudio simples, mas de impacto colossal: a frase "Bad Bunny, baby", que se tornou um selo sonoro inconfundível na carreira do artista. Agora, a Suprema Corte de Porto Rico acende a luz verde para que a ação judicial de Carliz prossiga, revelando uma trama complexa sobre direitos autorais, consentimento e o valor da identidade sonora na era digital.

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A Rolling Stone revelou os detalhes de uma decisão de 80 páginas que desvenda os meandros jurídicos. Segundo o tribunal, existem evidências substanciais para investigar a alegação de uso comercial sem autorização de uma gravação.

Carliz defende que registrou a icônica frase em 2015, a pedido de Benito Antonio Martínez Ocasio, o nome por trás de Bad Bunny, enquanto os dois viviam um relacionamento. A história amorosa deles, que começou em 2011, foi marcada por idas e vindas até 2019, período em que a gravação se tornou um ponto crucial.

O Coração da Controvérsia Musical

A ex-namorada sustenta que jamais concedeu permissão para o uso de seu áudio, seja na faixa Pa Ti, lançada em 2015, ou em Dos Mil 16, do aclamado álbum Un Verano Sin Ti (2022). A acusação é grave: Bad Bunny e sua empresa, Rimas Entertainment, teriam explorado o memorando de voz em diversas plataformas - de serviços de streaming a redes sociais, rádio, TV e em campanhas promocionais, transformando-o em um verdadeiro catalisador de marketing.

O tribunal reconheceu que a narrativa de Carliz apresenta elementos suficientes para sustentar a exploração comercial de sua identidade. A decisão enfatiza que o uso do áudio não só alimentou o interesse público na relação do casal, mas também impulsionou vendas, sem qualquer compensação financeira à envolvida.

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Desde 2023, quando a ação foi protocolada, Bad Bunny tem se esforçado para barrar o processo. A Rolling Stone reportou a dificuldade em contatar os advogados de ambas as partes para comentários imediatos. Este caso sublinha a crescente importância da proteção da voz e da imagem em um mercado musical cada vez mais dominado por conteúdos digitais e virais.

Entre Prazos e Precedentes Jurídicos

A decisão da Corte permite que a ação avance especificamente em relação a Dos Mil 16, considerando a argumentação de Carliz robusta o suficiente para uma análise de mérito. Contudo, a reivindicação de indenização referente à música Pa Ti foi descartada por expiração do prazo de prescrição, uma questão técnica que limita o período para buscar reparação legal.

Em um movimento significativo, a maioria dos juízes reverteu uma decisão anterior que havia negado a alegação de direitos autorais. O novo entendimento é claro: a gravação de uma performance vocal "pessoal e distinguível" pode, em teoria, ser protegida por copyright. Esta é uma vitória potencial para artistas e criadores de conteúdo, estabelecendo um precedente para a proteção de elementos sonoros únicos.

Um juiz dissidente, no entanto, expressou a opinião de que nenhuma das alegações teria amparo legal, demonstrando a complexidade e as diferentes interpretações jurídicas que permeiam o caso.

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Em suma, este embate judicial não é apenas sobre dinheiro ou direitos; é sobre o reconhecimento da contribuição individual em um projeto coletivo e sobre os limites da apropriação na cultura pop.

The Music Journal Brazil
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