Kneecap celebra renúncia de Keir Starmer ao cargo de primeiro-ministro do Reino Unido

Grupo de hip hop da Irlanda do Norte ironiza saída do líder britânico após histórico de embates políticos e polêmica em Glastonbury

22 jun 2026 - 18h56

O Kneecap, grupo de hip hop da Irlanda do Norte, usou as redes sociais para celebrar publicamente a recente renúncia de Keir Starmer ao cargo de primeiro-ministro do Reino Unido.

Kneecap em 2025 (E
Kneecap em 2025 (E
Foto: D): Móglaí Bap, Mo Chara e J. J. Ó Dochartaigh ( Samir Hussein / WireImage via Getty Images) / Rolling Stone Brasil

Conhecida pela postura política incisiva e por letras provocativas em língua irlandesa, a banda manteve uma relação tensa com o líder político britânico nos últimos anos.

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Agora, por meio do Instagram, o Kneecap fez uma publicação curta e direta manifestando seu entusiasmo com a saída de Starmer, que renunciou nesta segunda-feira, 22.

No vídeo, há uma entrevista antiga de Keir Starmer chamando o Kneecap de banda "completamente intolerável". Na legenda, o grupo escreveu "Slàn Keir", que em irlandês significa "Adeus, Keir".

Keir Starmer deixou o cargo menos de dois anos após assumir como primeiro-ministro do Reino Unido. Ele vinha enfrentando queda de popularidade e desgaste político devido a crises econômicas e derrotas do Partido Trabalhista em eleições locais.

Kneecap e Keir Starmer

O entrevero entre Kneecap e Keir Starmer tornou-se questão de debate no Reino Unido após declarações do então primeiro-ministro sobre a participação do grupo no festival de Glastonbury.

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Na época, Starmer classificou a presença do grupo como "inapropriada", após o integrante Liam Óg Ó hAnnaidh (conhecido como Mo Chara) enfrentar acusações devido à exibição de uma bandeira em apoio ao Hezbollah e manifestações pró-Palestina durante um show em Londres, na Inglaterra.

Apesar das críticas de Starmer e da pressão de figuras da oposição britânica, que pediram o banimento da transmissão do show pela BBC, o Kneecap se apresentou no festival. Durante o show, a banda fez críticas ao então primeiro-ministro e às ações militares de Israel na Faixa de Gaza.

Rolling Stone Brasil
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