Virgínia Fonseca contou nas redes sociais que pagou mais de R$ 4 mil em um salão de beleza para fazer uma hidratação em Dubai e, ao sair, suspeitou que foi submetida a uma progressiva. Ela acabou se desesperando não só com o resultado, como também com o cheiro forte do produto, que lhe causou grande incômodo. O episódio reacendeu o alerta sobre os riscos respiratórios associados a esse tipo de procedimento químico.
Segundo a médica otorrinolaringologista Renata Mori, o odor intenso da progressiva vai muito além de um simples desconforto momentâneo.
"Muitos produtos liberam vapores irritantes, principalmente quando aquecidos, que podem causar inflamação das vias respiratórias", explica.
De acordo com a especialista, os sintomas mais comuns incluem ardência no nariz e na garganta, tosse, dor de cabeça, sensação de aperto no peito e falta de ar. Em casos de exposição mais intensa ou repetida, esses vapores podem agravar doenças respiratórias pré-existentes e até provocar lesões na mucosa nasal.
Quem tem problema respiratório corre risco
A médica destaca que pessoas com rinite, sinusite ou asma precisam de atenção redobrada.
"Essas condições deixam as vias aéreas mais sensíveis. A inalação dos vapores pode desencadear crises alérgicas, piora da congestão nasal e, no caso dos asmáticos, até broncoespasmo, que é potencialmente grave", diz a especialista. Ela explica que, durante o procedimento, o corpo costuma dar sinais claros de que algo não está bem.
Sinais de alerta que não devem ser ignorados
Entre os principais sinais de alerta estão ardor intenso nos olhos, nariz ou garganta, tosse persistente, chiado no peito, dificuldade para respirar, tontura, náusea ou sensação de desmaio.
"Esses sintomas não devem ser ignorados. O ideal é interromper imediatamente o procedimento e ir para um ambiente arejado", orienta Renata Mori.
Se os sintomas não melhorarem rapidamente ou se intensificarem, a recomendação é procurar avaliação médica.